O MPF (Ministério Público Federal) divulgou, nesta quarta-feira (21), que a Justiça Federal tornou réus 12 denunciados pelo órgão por envolvimento na queda do avião da Voepass que deixou 62 mortos em Vinhedo (SP). O caso ocorreu no dia 9 de agosto de 2024.
Os réus respondem pelos crimes de sinistro em transporte aéreo e atentado contra a segurança do transporte aéreo. O sinistro consiste na queda, na destruição ou no grave comprometimento de transporte.
Segundo o MPF, os crimes atribuídos aos denunciados não estão relacionados apenas ao acidente em si, mas também às práticas adotadas pela empresa que priorizavam a redução de despesas e o lucro em detrimento da manutenção das aeronaves.
Entre os réus, estão integrantes da alta administração da Voepass que ocupavam cargos de direção e chefia na época, como o presidente José Luiz Felício Filho. Dois funcionários que tiveram participação direta nos fatos que levaram ao acidente também respondem pelos crimes.
A Voepass informou que seguirá colaborando com o Poder Judiciário e com as autoridades competentes.
Denúncia e investigação
O MPF denunciou 12 pessoas pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo devido ao acidente de 2024 da Voepass. Segundo órgão, as investigações apontaram para uma ignorância perante a necessidade de gastos com a manutenção das aeronaves, mesmo diante de riscos à segurança.
A denúncia diz que aviões da companhia tinham registros falsos de manutenção ou passavam por reparos considerados precários. O documento afirma, também, que as equipes não registravam falhas identificadas nas aeronaves devido a pressões das chefias.
O relatório feito pela PF (Polícia Federal) junto à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e ao Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) indicava que os envolvidos estão ligados a crimes que variam desde falsidade ideológica até o atentado contra a segurança do transporte aéreo e sinistro aéreo com resultado morte.
*Com informações do G1.
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(Revisão: Nichole Munaro)





