O século XXI não mudou a forte presença do catolicismo e da fé na sociedade mineira. São muitos os exemplos de dedicação, apostolado e generosidade nos cultos mais caros ao povo mais simples.
Há meses, o Papa Leão recebeu em Roma o mineiro de Minas Novas, criado em Pitangui, Humberto Mota, acompanhado do Padre Jorjão, para falar da causa pela canonização de Nhá Chica, cuja devoção faz de Baependi uma referência no turismo religioso no sul de Minas. O conhecido pároco da Igreja N. S. da Paz, em Ipanema, no Rio de Janeiro, é também o defensor da beatificação do venerável Guido Schaffer, médico e surfista que dedicou sua vida a servir quem precisava.
Humberto Mota, que começou sua vida como jornalista em Belo Horizonte, é um dos principais apoiadores do culto a Nhá Chica em Baependi, tendo colaborado para a basílica ali construída. Na Pitangui de seus primeiros estudos – onde a mãe foi professora –, foi o responsável pela Igreja de São Judas Tadeu, para a qual dedicou dez anos de sua vida.
Mas a devoção maior em terras mineiras é a dedicada ao Padre Eustáquio, o holandês que atuou no Triângulo Mineiro, na cidade paulista de Poá e, por fim, em Belo Horizonte. Curioso que o carismático religioso morreu muito jovem, de tifo, em Belo Horizonte, onde estava a serviço da Congregação de Maria e Jesus há muito pouco tempo. O que não impediu que, logo após a sua morte, tenha sido aberto o primeiro processo pela sua santificação, em milagre fartamente documento por médicos. O processo que corre em Roma tem sido acompanhado pela comunidade do Triângulo, a qual não tem faltado o apoio logístico do ruralista de referência na região, Jonas Barcelos, de família católica e devota do religioso holandês que conquistou a comunidade católica de Minas. Também o Padre Eustáquio, segundo registros da época, foi alvo da devoção do casal Juscelino Kubitschek, que buscava as condições para ter uma filha, no que foi atendido com o nascimento da filha Márcia na mesma época.









