Uma família de Campo Grande viveu momentos de aflição nos últimos dias e relata sucessão de negligências médicas após o nascimento do bebê Carlos Emanuel na Maternidade Cândido Mariano na última quinta-feira (25).
Conforme a avó do recém-nascido, o bebê teve a clavícula quebrada durante o parto normal, no entanto, a maternidade não comunicou a situação à família e, ao que tudo indica, nem sequer identificou o problema. A família só descobriu o quadro de saúde mediante uma denúncia interna feita ao Conselho Tutelar.
Assim, quando a puérpera chegou em casa, o Conselho Tutelar ligou informando que o bebê estava com a clavícula quebrada e que precisava de cuidados especializados.
A jovem e a mãe dela foram à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Moreninhas e, lá, um raio-× constatou a fratura. Na UPA, a família foi orientada a esperar por vaga em um hospital, mas acabaram dispensando a mãe com o bebê com um encaminhamento ao CEM (Centro de Especialidades Médicas).
Ainda conforme o relato, ao chegarem ao CEM, no entanto, o local estava fechado, pois já havia encerrado o horário de expediente e nenhum novo encaminhamento foi feito à família, que voltou pra casa com o bebê fraturado.
“Minha filha está em estado de choque”, conta a avó do bebê. Nesta terça-feira (30), a família está em busca de novo atendimento médico.
O Jornal Midiamax acionou a Maternidade Cândido Mariano e a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), por meio Prefeitura.
À Prefeitura, foi questionado se, na UPA Moreninhas, a mãe e o bebê com a fratura não deveriam ter sido encaminhados à Santa Casa, devido ao horário de atendimento no CEM. Até o momento não obtivemos retorno, mas o espaço segue aberto para considerações.
O que disse a maternidade
Já a Maternidade Cândido Mariano disse, por meio de nota, que, “em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018), ao sigilo médico e à ética profissional, não divulga informações relativas ao atendimento ou ao prontuário de pacientes identificáveis.”
“Esclarece, contudo, que todos os atendimentos realizados na instituição seguem protocolos assistenciais, técnicos e de segurança, sendo eventuais intercorrências avaliadas pela equipe multiprofissional. Quando necessário, e especialmente em situações envolvendo crianças e adolescentes, a instituição adota as medidas previstas na legislação vigente, inclusive a comunicação aos órgãos competentes, sempre que cabível.
Caso haja demanda formal de autoridade competente, todas as informações pertinentes são disponibilizadas nos termos da legislação aplicável”, disse, ainda, o comunicado.
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