Foi lançada nesta terça-feira (20) a campanha “Infância sem Correntes” em Campo Grande, desenvolvida pela Prefeitura através da SAS (Secretaria de Assistência Social), em conjunto com o MPT (Ministério Público do Trabalho), Defensoria Pública e Funsat (Fundação Social do Trabalho). Conforme as autoridades, a mobilização visa ações para prevenir e enfrentar o trabalho infantil e outras violações de direitos na Capital.
A ação, segundo a administração municipal, abrange a criação da certificação “Espaço Amigo da Infância” para estabelecimentos comerciais parceiros, a disponibilização de uma aba de denúncias e orientações no aplicativo +CG e o fortalecimento do acionamento dos canais oficiais de proteção socioassistencial, em uma iniciativa em três frentes de conscientização e fiscalização.
“É uma campanha de grande relevância e importância para a nossa cidade, mas em especial para as crianças de Campo Grande. Nós temos uma parceria com diversos setores que tem feito a diferença, principalmente nas áreas mais vulneráveis de Campo Grande. Quando a gente une esforços para fortalecer essa rede de proteção, cuidamos melhor das pessoas”, disse a prefeita Adriane Lopes.
“A gente quer ir um pouquinho mais além. Produzimos panfletos, cartilhas e um selo para ser entregue aos estabelecimentos comerciais que abraçarem essa causa, com isso vamos pedir para que as pessoas frequentem os lugares que têm esse compromisso com a sociedade. Queremos realmente envolver a nossa sociedade para chegar na família dessas crianças, identificar o porquê está acontecendo a situação do trabalho infantil e realmente criar a oportunidade de uma mudança de história dessa família”, comentou a secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Camilla Nascimento.
“O poder público é um ator fundamental nesse processo porque ele é quem elabora as políticas que dão suporte às crianças e adolescentes, principalmente a gestão municipal, que está mais próximo da população. Então essa iniciativa é muito importante nesse processo”, destacou o defensor público da 3ª Defensoria Pública da Infância e Adolescência de Mato Grosso do Sul, Eugênio Luiz Dameão.
Já a Funsat atua no suporte ao orçamento das famílias vulneráveis. O diretor-presidente do órgão, João Bezerra, enfatizou o papel do emprego formal na estabilidade dos lares. “A Funsat tem uma missão muito grande de dar as oportunidades, tanto para a qualificação profissional, quanto para encaminhar esses jovens ao mercado de trabalho”, falou.
“Esse não é um problema que o MPT resolve sozinho, mas se nós tivermos o comprometimento de cada um fazer sua parte, vamos avançar mais a cada dia. Se nos anos 90 nós tínhamos próximo a Campo Grande carvoarias empregando crianças e hoje essa situação não existe mais, é porque estamos no caminho certo unindo nossas forças”, disse a procuradora-chefe do MPT, Cândice Gabriela Arosio.








