A Carreta Digital, projeto do Ministério das Comunicações em parceria com a Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação e a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), já certificou 550 estudantes em Aquidauana desde março deste ano.
A iniciativa oferece cursos gratuitos de tecnologia e tem como objetivo ampliar a inclusão digital e ajudar jovens e adultos a entrarem no mercado de trabalho, principalmente em regiões com menos acesso a esse tipo de formação.
Aquidauana tem cerca de 46,8 mil habitantes, segundo o Censo 2022 do IBGE, e uma das maiores populações indígenas de Mato Grosso do Sul, com aproximadamente 9,4 mil pessoas, em sua maioria da etnia Terena, distribuídas em pelo menos nove aldeias.
Atualmente, a carreta está na Escola CAIC Antônio Pace. Antes, passou pela Escola Erso Gomes e, nas próximas semanas, atenderá estudantes indígenas das escolas Francisco Farias, na Aldeia Água Branca; General Rondon, na Aldeia Bananal; Marcolino Lili, na Aldeia Lagoinha; e Feliciano Pio, na Aldeia Ipegue.
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou a importância do projeto. “O objetivo é promover inclusão digital prática, ampliando a qualificação profissional de jovens e adultos em regiões com pouco acesso à tecnologia. Um jovem com formação adequada em tecnologia tem mais chances de conquistar o primeiro emprego, gerar renda e crescer profissionalmente”, ressaltou.
A coordenadora executiva do projeto, Aline Marcon, afirmou que levar essa formação até as aldeias ajuda a ampliar oportunidades sem afastar os jovens de sua cultura. “A formação tecnológica de jovens indígenas é estratégica para que possam ocupar espaços no mercado de trabalho digital sem perder sua identidade cultural. Quando levamos conhecimento até as aldeias, ampliamos oportunidades e fortalecemos a autonomia dessa juventude”, explicou.
Ela também destacou que a proposta vai além da oferta de cursos. “A Carreta Digital não é apenas um laboratório itinerante; é uma ponte para a cidadania digital. Nosso compromisso é tirar a inovação dos laboratórios e levá-la ao coração das comunidades brasileiras”, afirmou.
O coordenador regional do projeto em Mato Grosso do Sul e professor da UFMS, Marcelo Turine, também reforçou a importância da ação nas escolas municipais. “Como professor, ver a emoção e alegria dos jovens com as novas tecnologias, impressoras 3D e robótica nos motiva todos os dias por uma educação de mais qualidade, diversa e inclusiva”, disse.


O que a Carreta Digital oferece
A estrutura funciona como uma escola móvel, equipada com computadores, kits de robótica e ferramentas de manutenção.
Entre os cursos gratuitos oferecidos estão: Montagem e manutenção de computadores; Robótica; e Manutenção de celulares.
Projeto já alcança milhares no Brasil
Segundo o Ministério das Comunicações, mais de 11 mil jovens foram formados em 2025 em cursos de novas tecnologias, como robótica, informática, manutenção de celulares e programação.
A meta nacional é capacitar 23 mil estudantes até dezembro de 2026. O projeto já passou por estados como Rio Grande do Sul, Roraima, Maranhão, Pernambuco, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, e segue em expansão pelo país.
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