O temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10) provocou uma corrida por serviços de reparo em telhados, calhas e rufos. Com árvores caindo sobre casas e estruturas danificadas, telhas arrancadas e calhas retorcidas pelos ventos, calheiros relatam que a procura aumentou de forma significativa.
O calheiro Moisés Santana, de 29 anos, afirmou ao Jornal Midiamax que o telefone não parou de tocar após a tempestade. Segundo ele, a empresa passou o dia atendendo chamados de moradores que precisavam consertar os estragos provocados pelo vento.
“Por conta da tempestade que deu, aumentou demais a procura, e o celular não parou de tocar nem um minuto durante o dia de hoje”, relata Moisés. Ele conta que foram realizados diversos reparos e serviços de instalação de calhas novas.
A demanda inclui desde a recolocação e fixação de calhas que foram arrancadas pelo vento até a troca de telhas quebradas. Em casos mais graves, quando árvores ou outros objetos atingem os telhados, pode ser necessário substituir partes da estrutura.
Os preços variam conforme a extensão do dano. De acordo com Moisés, reparos mais simples começam na faixa de R$ 300 a R$ 400, enquanto uma revisão mais ampla de calhas pode chegar a R$ 2 mil ou a R$ 4 mil, dependendo do serviço necessário.
Outro calheiro ouvido pela reportagem também percebeu aumento na procura. Segundo ele, a demanda cresceu cerca de 60% em relação ao período anterior ao temporal. O profissional estima que uma manutenção completa possa custar, em média, R$ 1 mil, mas o valor muda conforme a situação encontrada no imóvel.
Thiago, de 33 anos, também trabalha com calhas e afirma que os reparos após temporais costumam envolver serviços que vão da recolocação de calhas e rufos até intervenções mais complexas.
“Sim, de fato aumentou a demanda. Geralmente as pessoas pedem urgência, porque voa calha, rufo, e a gente instala logo novamente. Na maioria dos casos, temos que fazer uma revisão. A mão de obra que cobramos varia de R$ 200 a R$ 800, mas depende do serviço. Pode custar mais ou menos”, disse o calheiro.

Cuidado com reparos
Além dos prejuízos materiais, os profissionais fazem um alerta para quem pretende reparar o próprio telhado. Moisés conta que atendeu um morador que caiu do telhado justamente quando tentava verificar os danos provocados pela tempestade.
“Tinha caído uma árvore no telhado dele e, quando eu cheguei lá, ele tinha acabado de despencar de cima do telhado porque ele mesmo foi mexer”, relata.
Segundo o calheiro, subir em estruturas danificadas pode ser perigoso, principalmente quando há telhas quebradas ou partes do telhado comprometidas. Por isso, a recomendação é evitar improvisos e procurar um profissional preparado para avaliar e executar o reparo.
Tempestade e alerta
Campo Grande registrou 19,6 milímetros de chuva durante toda a quinta-feira, segundo o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), além de ventos superiores a 85 km/h. A força da tempestade provocou quedas de árvores, danos em telhados, muros, fiação e estruturas em diferentes regiões da cidade.
Para esta sexta-feira (11), a cidade segue sob aviso de perigo potencial de tempestade, que, caso ocorra, pode ter entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos de 40 a 60 km/h e até queda de granizo.
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(Revisão: Nichole Munaro)







