A SES-MS (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) avalia com preocupação o cenário epidemiológico de Corumbá devido à circulação simultânea dos vírus da dengue e da chikungunya no município, ambas as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. O alerta ocorre após a Secretaria Municipal de Saúde confirmar, nesta segunda-feira (3), o primeiro óbito por chikungunya em 2026.
O município está no radar das secretarias de saúde desde o início do ano, devido à alta incidência de arboviroses na região. Conforme o monitoramento do Ministério da Saúde, Corumbá confirmou, neste ano, 477 casos de chikungunya, o equivalente a 28,89% dos casos investigados. Em relação à dengue, foram confirmados 545 casos, correspondendo a 31,65% das notificações investigadas no município. Até o momento, Corumbá não registrou óbitos por dengue.
Como método para amenizar a proliferação dos casos de arboviroses, em abril, a SES-MS anunciou a soltura de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia nos municípios de Corumbá e Três Lagoas. Os mosquitos com Wolbachia são uma estratégia de controle da dengue, da zika e da chikungunya. Isso ocorre porque a bactéria, quando presente no Aedes aegypti, reduz a capacidade do mosquito de transmitir os vírus.
Segundo a secretaria, o processo de implementação da tecnologia Wolbachia em Corumbá está em andamento. A primeira visita técnica já foi realizada, com a participação de representantes da SES-MS, da Secretaria Municipal de Saúde, do Ministério da Saúde, da equipe do Programa Wolbachia e da Fiocruz.
Em Três Lagoas, a visita técnica deve ocorrer nos próximos dias. Ao contrário de Corumbá, Três Lagoas ainda não tem óbitos por arboviroses em 2026, embora também mantenha alta incidência de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.
Em todos os municípios, mas principalmente naqueles com alta incidência de arboviroses, a orientação aos moradores é eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti e procurar atendimento médico ao apresentar sintomas como febre, dores intensas nas articulações, dores musculares, dor de cabeça, náuseas ou vômitos.
Também é recomendado manter as caixas d’água devidamente fechadas e eliminar recipientes que possam acumular água.
1° óbito por chikungunya
A vítima, uma mulher de 62 anos, moradora do bairro Loteamento Pantanal, em Corumbá, procurou atendimento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) após apresentar os primeiros sintomas. Posteriormente, ela foi internada, quando teve o diagnóstico da doença confirmado.
O laudo foi liberado em 23 de julho. Cinco dias depois, em 28 de julho, a paciente, que estava internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), morreu.
Como parte das ações de vigilância, equipes do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) realizaram o bloqueio vetorial na região onde a paciente residia, conforme os protocolos adotados para resposta aos casos notificados.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)







