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VÍDEO: Gambá sai para ‘passeio’ e acaba preso em árvore no Centro de Campo Grande

O gambá passeava pela Rua 14 de Julho quando se assustou com a movimentação de pessoas e se refugiou em uma árvore
Lethycia Anjos -

Uma cena inusitada surpreendeu quem passava pelo Centro de Campo Grande na manhã deste sábado (18). Um gambá-de-orelha-preta, também conhecido como saruê, foi visto enquanto passeava pela calçada da Rua 14 de Julho e acabou se refugiando em uma árvore após se assustar com a movimentação de pessoas.

Rubens conta que tomava café no Centro quando percebeu a presença do animal. Segundo ele, ao notar os olhares curiosos e a aproximação de pessoas, o gambá correu e subiu na árvore mais próxima. Preocupado com a possibilidade de o animal descer e ir para a rua, o morador acionou a PMA (Polícia Militar Ambiental).

“Muitas pessoas pararam para tirar fotos, o que acabou deixando ele ainda mais assustado. Ele subiu na árvore e não desceu mais”, relatou.

Apesar de já ter visto gambás em áreas como a Praça Itanhangá, Rubens diz que foi a primeira vez que se viu diante do animal em plena região central da Capital. “Eles são curiosos, mas aqui é muito movimentado, pode ser perigoso”, destacou.

A vendedora Edilaine, que trabalha em uma loja em frente ao local, relata que se deparou com o gambá logo ao chegar para o trabalho. “Quando ele vai em direção às pessoas é que dá medo. Tem perigo de morder alguém”, afirmou.

Ao Jornal Midiamax, a PMA informou que irá até o local para verificar a situação e, se preciso, resgatar o animal.

O que são os saruês?

Gambá
Gambá recolhido em estabelecimento comercial. (Divulgação, PMA)

Único marsupial nativo da América do Sul, o gambá, conhecido popularmente como saruê, pertence à família Didelphidae e tem características pouco conhecidas pela população. Segundo o Grad (Grupo de Resposta a Animais em Desastres), a gestação dura cerca de 12 a 14 dias, e os filhotes nascem extremamente imaturos, permanecendo por semanas na bolsa marsupial, onde se desenvolvem protegidos.

Uma fêmea pode ter até 20 filhotes, que dependem totalmente da mãe nos primeiros meses de vida. Esse período torna a espécie mais vulnerável, já que a mãe se locomove com dificuldade e os filhotes podem se desprender durante deslocamentos.

Apesar da alta taxa de reprodução, poucos sobrevivem. A mortalidade é agravada por fatores como desmatamento, queimadas, atropelamentos e envenenamento. Estudos apontam que milhões de animais silvestres são atropelados anualmente no Brasil, e os gambás estão entre os mais afetados, especialmente em áreas urbanas.

Mesmo assim, têm papel importante no equilíbrio ambiental. Alimentam-se de insetos, escorpiões e até serpentes, ajudando no controle de pragas, além de contribuírem para a dispersão de sementes. Também possuem resistência natural ao veneno de alguns animais peçonhentos, característica que tem despertado o interesse de pesquisas científicas.

O que fazer?

Caso se depare com algum animal silvestre, a orientação é:

  • Não mate gambás ao avistá-los: se a espécie cruzar seu caminho, não interaja e deixe que o bicho siga sozinho na natureza.
  • Apareceu dentro do imóvel? Nesse caso, acione a PMA (Polícia Militar Ambiental) ou o Corpo de Bombeiros. A equipe especializada irá capturá-lo de forma segura.
  • Não use venenos ou raticidas no lixo.
  • Respeite o espaço dos animais.
  • Dirija com atenção em áreas próximas de vegetação.

Onde ligar?

  • PMA (Denúncias/Resgate): (67) 3941-0141.
  • PMMS (Comando-Geral): (67) 3318-4405.
  • Emergência Geral: 190.
  • Corpo de Bombeiros: 193.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)

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