O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrado em Campo Grande no mês de agosto foi de 0,20%, após permanecer estável em julho. Apesar da queda no mês, a inflação acumulada na Capital chega a 3,79% nos oito primeiros meses de 2026 e a 4,69% em 12 meses.
A taxa de Campo Grande ficou acima da registrada no país. No Brasil, o IPCA caiu 0,32% em agosto, acumulando 3,11% no ano e 4,22% em 12 meses. Em julho, a inflação nacional havia sido de 0,07%.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados em Campo Grande, cinco tiveram alta em agosto e quatro registraram queda. As maiores altas foram em Despesas pessoais (1,08%), Vestuário (0,84%) e Artigos de residência (0,81%).
Na outra ponta, Habitação teve a maior queda, de 2,18%, seguida por Transportes (-0,23%), Educação (-0,22%) e Comunicação (-0,07%). A Habitação também foi o principal fator de baixa do IPCA, com impacto de -0,34 ponto percentual no índice geral.

Dentro de Habitação, a energia elétrica residencial caiu 6,16%, com impacto de -0,35 ponto percentual sobre o IPCA de Campo Grande. Também ficaram mais baratos o material hidráulico (-0,86%), a tinta (-0,70%) e o gás de botijão (-0,66%). Mesmo com a queda em agosto, Habitação acumula alta de 7,21% em 12 meses, a maior entre os grupos.
Em Alimentação e bebidas, que representa 21,92% do peso do índice, os preços subiram 0,09%. Entre as maiores altas, estão melancia (14,39%), mandioca (5,35%), banana-d’água (4,37%) e carnes (1,57%). Já a batata-inglesa caiu 20,33%; a cebola recuou 12,44%; o feijão-carioca, 10,12%; e o tomate, 8,48%.
O grupo Despesas pessoais registrou a maior alta do mês, de 1,08%. O resultado foi influenciado principalmente pelo cigarro, que subiu 16,95%, além de casa noturna (2,88%) e hospedagem (2,56%). Depilação (-2,18%) e bicicleta (-2,01%) tiveram as principais quedas dentro do grupo.
Em Transportes, a retração foi de 0,23%, com influência das passagens aéreas, que ficaram 13,68% mais baratas, e do transporte por aplicativo (-7,22%). A gasolina caiu 0,38%. Apesar da baixa no mês, o combustível acumula alta de 8,44% em 12 meses, enquanto o óleo diesel subiu 10,8% no mesmo período.
Também houve aumento de 0,84% no Vestuário, após dois meses seguidos de queda, e de 0,81% em Artigos de residência. Em Saúde e cuidados pessoais, a alta foi de 0,09%. Já Educação caiu 0,22%, influenciada por autoescola (-1,86%), pós-graduação (-1,33%) e ensino superior (-0,79%).
Em Comunicação, a queda foi de apenas 0,07%, interrompendo uma sequência de altas iniciada em março. O grupo acumula a menor inflação entre os nove pesquisados, tanto no ano (2,39%) quanto em 12 meses (2,13%). Em agosto, apenas o preço dos aparelhos telefônicos variou, com queda de 0,42%.
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(Revisão: Nichole Munaro)





