O ex-atacante Viola, campeão da Copa do Mundo de 1994 pelo Brasil, elogiou a recepção do povo campo-grandense ao participar de evento de troca de figurinhas neste sábado (30). Segundo o ex-jogador, ele já havia vindo várias vezes à Capital e é sempre bem-recebido.
“Eu já sou praticamente daqui, porque vira e mexe eu estou passando por aqui para ver alguns amigos que eu tenho aqui e em outras cidades também, e todas as vezes que eu vim aqui fui extremamente bem recebido. O povo daqui é muito legal, muito tranquilo e muito educado também”, afirmou em entrevista ao Jornal Midiamax.
‘Quase sul-mato-grossense’, Viola também foi agraciado com um kit tereré durante a ação, bebida tradicional do estado.

Viola reforçou a importância do evento, que mobilizou diversas famílias, que fizeram fila para tirar fotos e receber autógrafos do craque. “Da minha parte, é só gratidão, porque o Brasil tem uma cultura que não lembra muito do passado, né? Isso é ruim. Não lembra do Pelé, às vezes não lembra do Zico, às vezes não lembra do Doutor Sócrates, às vezes não lembra do Falcão”, explicou.
Viola diz que, se hoje o Brasil e os torcedores possuem “o sonho do hexa”, é graças aos atletas que conquistaram todas as outras cinco taças do Mundial. “Para chegar até o Hexa, já vem desde lá de trás. Então acho que todo mundo tem que ser valorizado. Até porque a CBF [Confederação Brasileira de Futebol] mesmo não valoriza”, criticou.
‘Verdadeiro circo’
O campeão mundial não poupou críticas à convocação do Brasil realizada no último dia 18 e anunciada por Carlo Ancelotti. No entanto, suas pontuações foram em relação ao evento e à postura da CBF, e não aos nomes da lista.
“Teve a convocação e nós não vimos quase nenhum campeão do mundo lá, sendo convidados, e os que estavam lá, estavam lá no fundo. Colocaram Luciano Huck, colocaram artista, colocaram cantores na frente, falaram de patrocínio e não falaram da verdadeira história do Brasil”, criticou.
“O que fizeram nessa convocação foi um verdadeiro circo. Porque até o coitado do Ancelotti tava preocupado, triste, se desculpando a todo momento, porque ele queria convocar fulano e fulano não foi convocado, porque outros fulanos queriam outros fulanos. E assim vai”, completou Viola.
Para ele, os jogadores precisam representar o Brasil com qualidade assim como fazem em seus clubes. “A expectativa não é minha, porque eu vou estar sentado no meu sofá. A expectativa tem que ser deles que estão indo para lá, daqueles que jogam, que dizem que jogam muito no Barcelona, no Real Madrid. Tem que jogar aqui, não lá”, pontua.
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