Na semana do Dia Mundial da Conservação da Natureza, celebrado na terça-feira (28), o Bonito CineSur, Festival de Cinema Sul-Americano, coloca a pauta ambiental no centro da 4ª edição. A programação reúne produções que abordam temas como pesca ilegal, desmatamento, derretimento de geleiras e os impactos das mudanças climáticas.
Ao todo, são 12 filmes de sete países sul-americanos — Brasil, Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Uruguai — nas Mostras Competitivas de Longa e Curta-Metragem Ambiental, exibidas desde domingo (26), com entrada gratuita, no Auditório Kadiwéu, no Centro de Convenções de Bonito.
Os vencedores, definidos pelo Júri Oficial e pelo Júri Popular, serão anunciados no sábado (1º), durante a cerimônia de encerramento do festival, com a entrega do Troféu Pantanal.
Obras
Nesta quinta-feira (30), a produtora-executiva Renata Carpenter apresenta “Mundurukuyü – A Floresta das Mulheres-Peixe”, documentário brasileiro dirigido por Aldira Akay, Beka Munduruku e Ricélia Akay.
O filme percorre as margens do Rio Tapajós, no Pará, onde a floresta das mulheres-peixe remete à mitologia Munduruku, segundo a qual, na origem do mundo, humanos se transformaram em floresta, plantas e animais.
Também nesta quinta (30), o diretor colombiano Alejandro Calderón apresenta “Hipopótamos, El Arca de Escobar”, documentário sobre os animais trazidos por Pablo Escobar que se multiplicaram sem controle e se tornaram uma ameaça ambiental.
A mostra se encerra na sexta-feira (31) com a exibição de “Buen Vivir: Ñutse Canseye”, do Equador, dirigido por Zoé Nathalie Kugler e representado pela produtora Paula Alcivar. O documentário acompanha mulheres que erguem a voz contra a extração de petróleo na Amazônia equatoriana.
Ainda na sexta-feira (31), será exibido o documentário colombiano “Parámos II: El Origen”, com a presença do diretor Alejandro Calderón. A obra retrata a trifurcação da Cordilheira dos Andes, o derretimento das geleiras e os conflitos socioambientais na Colômbia, a partir das vozes de comunidades indígenas, especialistas e outros atores fundamentais.

Cerimônia de premiação
Após a avaliação do júri, formado pelo indigenista e cineasta franco-brasileiro Vincent Carelli, pela produtora, roteirista e consultora Minom Pinho e pela escritora, realizadora, produtora e curadora Olinda Tupinambá, os vencedores serão anunciados neste sábado (1º), às 20h, no Auditório Kadiwéu.
A cerimônia de encerramento será apresentada por Paulo Betti e Valentina Herszage e também homenageará Vincent Carelli com o Troféu Pantanal pelo conjunto de sua obra.
A 4ª edição do Bonito CineSur é realizada de 24 de julho a 1º de agosto, em Bonito, com patrocínio master do Banco do Brasil e da Petrobras, além da Caixa Econômica Federal, da EMGEA, do Sesc MS e da Fecomércio MS.
O festival conta ainda com o apoio da Prefeitura de Bonito, da Fundtur-MS e do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul. O evento é uma realização da AACIC (Associação Amigos do Cinema e da Cultura), por meio da Lei Rouanet e do Ministério da Cultura.

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(Revisão: Nichole Munaro)







