Já aconteceu com você? Morador de Campo Grande (MS) teve uma surpresa desagradável após comprar uma camiseta infantil em uma loja a preço único de R$ 12 na Capital.
Ao fazer a lavagem da peça, a esposa do cidadão verificou que a roupa tinha uma estampa oculta, sobreposta pela imagem do Incrível Huck.
A família havia adquirido a camiseta de R$ 12 justamente pela estampa do super-herói, mas a manutenção revelou que, na realidade, a roupa é um uniforme escolar da cidade de Campinas (SP) reaproveitado pelo comércio.
“Olha aqui, rapaziada. Minha esposa comprou essa camisa numa loja de R$ 12 aqui em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Foi 12 reais, para uma criança de 8 anos. Do lado avesso, olha o que aparece: o brasão da Prefeitura de Campinas”, mostrou o rapaz.
“Só dá pra ver quando está molhada. Olha nosso dinheiro pra onde tá indo. Bagulho doido, viu”, acrescentou. Veja:
A situação foi compartilhada no TikTok, onde mais campo-grandenses apareceram e se manifestaram sobre o episódio.
“10 reais de lucro. A blusa foi de graça, paga com dinheiro público. O adesivo 2 reais e 3 pra logística”, “Já comprei um casaquinho azul escuro, tinha uma estampa. Com o tempo, a estampa de cima foi rachando e apareceu um nome de escola embaixo” e “Ê Campo Grande véio, nunca me surpreendo com minha cidade” foram algumas reações.
Pode vender uniforme de escola como roupa nova?
Sim, no Brasil, não há legislação que impeça alguém de transformar uniformes escolares em roupas para vender, mas é fundamental seguir uma regra de ouro: remover completamente o logotipo, o nome e qualquer identificação visual da escola antes da venda.
Essa técnica de reaproveitamento de tecidos se chama upcycling (ou moda sustentável) e é excelente para gerar renda, mas exige cuidados importantes, tanto na parte legal quanto na comercial.
Vender uma peça de roupa que ainda exiba a marca de uma instituição de ensino pode trazer problemas jurídicos, como o uso indevido da marca ou associação não autorizada ao nome da escola. Para evitar isso, é importante fazer uma descaracterização total, o que não ocorreu com a peça do Incrível Huck em Campo Grande.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)









