O encontro de um pescador com um tuiuiú às margens do Rio Taquari, em Coxim (MS), emocionou os sul-mato-grossenses nesta semana. Apesar de o vídeo demonstrar o vínculo entre os moradores da região e a fauna local, a PMA (Polícia Militar Ambiental) relembra à população que o ato de cevar animais é ilegal, criminoso e perigoso.
Com o objetivo de levar orientação à população sobre animais silvestres, a PMA afirma que a prática que consiste em oferecer comida ou deixar alimento para atrair animais silvestres é crime previsto na Lei de Proteção à Fauna do Estado.
Orientação e segurança
O biólogo e professor José Milton ressalta que a proibição da ceva possui fundamentos biológicos essenciais. “Essa prática altera o comportamento natural dos animais ao condicioná-los a itens alimentares que não compõem sua dieta original, prejudicando seu metabolismo”, esclarece.
Além disso, o especialista alerta que a prática aumenta a vulnerabilidade desses espécimes à caça predatória e à transmissão de doenças.
“Ao serem habituados à alimentação artificial, os animais perdem o instinto de busca pelo seu próprio sustento em seus habitats naturais, o que torna a conscientização sobre este tema indispensável”, frisou o biólogo.
Vale destacar que, desde 2015, o Estado conta com uma resolução que estabelece protocolos para a observação da fauna de médio e grande porte — como onças e ariranhas —, definindo distâncias mínimas de segurança.
De acordo com a norma:
- Se embarcado, o observador deverá ser mantido a distância mínima de 10 (dez) metros da margem do rio em relação a indivíduo(s) observado(s) que se encontrem em terra firme;
- Se embarcado, o observador deverá ser mantido a distância mínima de 30 (trinta) metros em relação a indivíduo(s) observado(s) que se encontrem na água;
“Portanto, reforçamos que a oferta de alimentos a qualquer grupo animal — seja de aves, répteis ou mamíferos — é altamente prejudicial”, concluiu o professor.
O encontro em questão remete a um encontro que tem chamado a atenção por demonstrar a convivência tranquila entre os moradores das áreas ribeirinhas e a fauna local. A cena, ocorrida no fim de semana, revela uma história de amor: um amor à natureza que dura mais de cinco décadas. Confira:
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