Extremamente versáteis, as onças-pintadas se destacam como predadoras terrestres no Pantanal, mas contam com várias habilidades extras que as tornam rainhas da selva sul-mato-grossense. Excelentes nadadoras, capazes de caçar até dentro da água, elas também são ótimas escaladoras, como qualquer bom felino.
Na última semana, a ONG Onçafari, que monitora a espécie no Pantanal de Mato Grosso do Sul, destacou as marcas que as onças deixam ao escalarem as árvores da região e explicou que esses vestígios são pistas importantes sobre o comportamento desses animais.
Em imagens divulgadas pela organização, é possível ver a profundidade que as garras arranham e até furam os troncos, evidenciando não só a força das onças, mas o poder de suas afiadas “unhas”.
“Quando a onça começa a subir uma árvore, ela vem primeiro com a pata dianteira e crava suas garras pra pegar apoio. Com a pata traseira, pega o impulso, por isso fica com essa marca de arranhado”, comenta Marcos Brito, analista científico da Onçafari.
“Se você acompanha a subida dela na árvore, você vê diversas marcas onde ela repete o movimento. Dá pra ver onde ela perde o equilíbrio e escorrega. Normalmente, elas sobem para marcar território, descansar ou escapar de situações perigosas”, reforça o analista.
Segundo ele, essas evidências possibilitam aos pesquisadores perceber a presença das onças na região e estudar seu comportamento em diferentes ambientes. “Cada arranhão, pegada ou vestígio é uma pista que nos ajuda a conhecer melhor esses animais e a desenvolver estratégias mais eficazes para a sua conservação”, explica a Onçafari sobre a relevância das marcas.
Confira as imagens:
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








