Dados do governo do Congo, divulgados nesta terça-feira (27), mostram que o número de casos de ebola durante um surto da doença no país chegou a 10 mil casos. Autoridades de saúde continuam tentando conter a disseminação da doença em outros países africanos.
É o surto da doença de crescimento mais rápido da história, com uma letalidade de quase 50% para as 10.060 pessoas com diagnóstico confirmado, conforme dados do Ministério de Saúde do Congo. Ele também consiste no surto mais mortal da doença na história do país.
A condição ocorre por conta do raro vírus Bundibugyo, para o qual ainda não há tratamentos ou vacinas aprovados. As equipes de saúde enfrentam conflitos armados, estradas em más condições e violência de moradores, alimentada pela desinformação e desconfiança.
Em comparação com o surto ocorrido entre 2014 e 2016, na África Ocidental, o maior e mais mortal da história, com mais de 28 mil casos e mais de 11 mil mortes, o atual registrou, desde maio, ao menos três vezes mais casos e mortes no mesmo intervalo de tempo.
Além disso, cerca de 80% dos casos registrados ainda são identificados fora do grupo de contatos monitorados, o que indica a existência de cadeias de transmissão desconhecidas pelas autoridades de saúde. O CDC África (Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças) informou que pelo menos 95% dos casos registrados deveriam estar entre contatos conhecidos para que houvesse um controle sob o surto.
Surto afeta área da saúde
Ao menos metade das mortes registradas ocorreu entre pessoas que não chegaram a ser internadas em centros de tratamento. Em várias áreas, profissionais de saúde enfrentam dificuldades básicas, como falta de veículos adequados ou até convencer famílias a entregar parentes doentes ou que morreram para serem sepultados de forma segura.
Mesmo cinco meses após a declaração do surto, profissionais de saúde continuam sendo atacados por moradores. O medo de hospitais também afeta a população. Mais mulheres grávidas estão morrendo porque evitam hospitais por medo de infecção e isolamento.
A epidemia também afetou serviços rotineiros de saúde, como a vacinação infantil. No Congo, a doença já se espalhou para 66 zonas de saúde em oito províncias. Quando o surto foi declarado, em maio, apenas 3 zonas haviam sido afetadas.
*Com informações do G1.
💬 Fale com os jornalistas do Midiamax
Tem alguma denúncia, flagrante, reclamação ou sugestão de pauta para o Jornal Midiamax?
🗣️ Envie direto para nossos jornalistas pelo WhatsApp (67) 99207-4330. O sigilo está garantido na lei.
✅ Clique no nome de qualquer uma das plataformas abaixo para nos encontrar nas redes sociais:
Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, WhatsApp, Bluesky e Threads.
(Revisão: Dáfini Lisboa)






