As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram ter impedido a entrada de um navio cargueiro em um porto iraniano após a embarcação desrespeitar sucessivos alertas emitidos pelas autoridades americanas. O navio foi atingido por um míssil direcionado à sua casa de máquinas e permanece à deriva no Golfo de Omã.
De acordo com o Comando Central dos EUA, o cargueiro Lian Star, que navega sob bandeira da Gâmbia, ignorou mais de 20 avisos durante a madrugada enquanto tentava acessar um porto do Irã. Um oficial norte-americano ouvido pela imprensa informou que a embarcação ainda não foi abordada pelas forças militares, publicou o g1.
Os militares americanos afirmam que esta foi a sexta interceptação bem-sucedida desde a implantação do bloqueio naval contra portos iranianos. Ainda segundo o comando, um navio recebeu autorização para seguir viagem, enquanto outros 116 foram redirecionados para rotas alternativas.
O bloqueio foi anunciado em 17 de abril, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. A medida foi adotada após o Irã restringir a navegação no Estreito de Ormuz, importante corredor marítimo para o transporte global de petróleo, gás natural e outros produtos estratégicos.
Embora um cessar-fogo esteja em vigor desde o início de abril, as negociações para ampliar a trégua e retomar a normalidade na região seguem indefinidas. Paralelamente, continuam as discussões envolvendo o programa nuclear iraniano.
Segundo especialistas citados pelo G1, as restrições à navegação no Estreito de Ormuz têm causado impactos na economia internacional, afetando o fluxo de combustíveis e insumos agrícolas e elevando preocupações sobre abastecimento e preços.
O governo dos Estados Unidos argumenta que o bloqueio busca reduzir a capacidade financeira do Irã ao limitar suas exportações e o acesso a recursos externos. Já as autoridades iranianas sustentam que o controle do tráfego marítimo é necessário para garantir a segurança na região.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda avalia a possibilidade de um novo acordo para ampliar o cessar-fogo por mais 60 dias e permitir a reabertura total do estreito. O governo iraniano, por sua vez, afirma que as negociações permanecem em andamento.
Em comunicado divulgado pela televisão estatal iraniana, o comando militar do país advertiu que qualquer tentativa de interferência por embarcações militares poderá resultar em resposta armada. O Irã também é acusado de cobrar taxas milionárias para autorizar a passagem de navios, prática que especialistas apontam como incompatível com os princípios internacionais de livre navegação.
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