A defesa do proprietário de uma fábrica de bebidas alcoólicas clandestina deve pedir a liberdade do empresário neste sábado (8). O homem, de 51 anos, foi preso na quinta-feira (6) após a polícia encontrar a fábrica — interditada desde 2023 — em pleno funcionamento, em Terenos.
Ao Jornal Midiamax, a advogada Talita Dourado, que representa a defesa do empresário, negou a fabricação ou distribuição de bebidas desde a 1ª interdição do estabelecimento.
“A defesa informa que o investigado irá provar a sua Inocência e que não houve fabricação ou distribuição de bebidas alcoólicas desde quando o estabelecimento foi interditado pelo Mapa, e que a defesa está e continuará colaborando com toda a investigação”, declarou a advogada.
A defesa também entrará com um pedido de liberdade para o cliente na audiência de custódia, que está marcada para este sábado (8).
Fábrica fechada pela 2ª vez
A fábrica está localizada na Estrada Colônia Nova, a cinco quilômetros da cidade, e havia sido interditada pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) em março de 2023. Contudo, quando os policiais da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) chegaram ao local, na manhã dessa quinta-feira (6), acompanhados de fiscais do Mapa, encontraram quatro funcionárias trabalhando.
Na chegada das equipes, o proprietário negou qualquer tipo de produção. No entanto, as funcionárias afirmaram que o local estava em pleno funcionamento. Além disso, elas foram flagradas lavando garrafas de vidro e colocando novas rotulagens de vodca.
Conforme apurado pela reportagem, a produção no local era voltada para cachaças e vinhos. Na fábrica, havia rolos de rotulagem e garrafas de vidro lavadas e rotuladas. Foi constatada também a falta de higienização, uma vez que as garrafas que eram recicladas estavam sendo lavadas apenas com detergentes e estocadas — sem as condições de higiene adequada.
O delegado titular da Decon, Wilton Vilas Boas, apreendeu ao todo oito garrafas de bebidas prontas para o consumo. Ele as encontrou em cima de uma espécie de esteira do ‘forno’. Assim, acredita-se que a produção anterior à fiscalização já havia sido encaminhada à venda.
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(Revisão: Nichole Munaro)














