Mais um. É assim que moradores do Jardim Noroeste, em Campo Grande, avaliam o atentado a tiros que matou João Vitor Silva dos Santos, de 20 anos, e feriu o irmão dele, de 18 anos, na madrugada deste sábado (10), na frente de uma conveniência na Rua Vaz de Caminha.
Nesta manhã, a equipe do Midiamax esteve no local. À reportagem, moradores disseram que os crimes violentos, que muitas vezes resultam em mortes, são corriqueiros na região. “Aqui é normal”, disse um dos moradores.
Segundo os relatos, a criminalidade tomou conta da região, e atentados e mortes estão cada vez mais frequentes. “Esses dias atiraram em um. Outro dia, bem na rua de cima, eles mataram outro. Aqui é normal”, lamenta. Nesta madrugada, o portão de uma casa foi atingido por pelo menos três tiros.
Conforme o registro policial, na madrugada deste sábado, o suspeito chegou em uma moto Yamaha Fazer vermelha e efetuou os disparos em direção aos irmãos. Em seguida, o atirador fugiu. Uma equipe da Força Tática do 9º BPM (Batalhão da Polícia Militar) foi acionada.

Quando os militares chegaram, encontraram João Vitor com perfurações no abdômen, no tórax e na perna. O óbito foi constatado pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). O irmão dele foi atingido na perna direita, recebeu atendimento e foi encaminhado à Santa Casa.
Cápsulas de calibre 9 milímetros foram encontradas próximas ao corpo de João Vitor. Equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica foram acionadas para isolar a área. O caso é investigado.
Procurada pela reportagem do Midiamax para falar sobre o aumento da violência e a falta de segurança na região, a PM informou que realiza o policiamento ostensivo e preventivo em todo o Estado.
A Polícia Militar também reforça que “as equipes atuam em regime de 24 horas por dia, por meio de rondas motorizadas, pontos de bloqueio e abordagens preventivas” a fim de garantir a proteção direta aos moradores.
Em resposta, a Polícia Militar também destacou que ”o remanejamento e a intensificação das viaturas ocorrem com base na análise técnica de manchas criminais geradas pelas chamadas ao telefone 190 e pelos Boletins de Ocorrência”. além disso pontuou que, em casos necessários, “responde com presença operacional reforçada, legalidade estrita e autoridade técnica”.

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(Revisão: Nichole Munaro)








