A defesa do mecânico de 25 anos, preso após suspeita de esconder uma arma embaixo de uma sacola de lixo, entrou com pedido de liberdade na segunda-feira (12). Ele está preso desde a noite de domingo (11), quando apresentou resistência à abordagem policial durante o flagrante, no Jardim Itamaracá, em Campo Grande.
Na ocasião, um grupo teria atacado os policiais, arremessando garrafas, pedras e proferindo xingamentos, tentando impedir a prisão do suspeito.
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, constam na ficha do suspeito algumas passagens por furto, furto qualificado, violência doméstica, resistência, crimes do sistema nacional de armas, trânsito, receptação, ameaça, receptação qualificada, maus-tratos e posse de drogas para consumo.
Após a prisão, a defesa entrou com pedido de liberdade provisória, alegando não ter ficado comprovado que a arma de fato pertence ao cliente e dizendo que será provada sua inteira Inocência no decorrer do processo. Também afirmou que não há indício de que ele viva do ilícito ou possa se furtar a responder a todos os atos processuais.
Além disso, a defesa informou que o cliente é portador crônico de tuberculose — descoberta em outubro de 2025 — e segue em tratamento intensivo, apresentando risco para outras pessoas. Ressaltou que o suspeito não possui o baço nem o rim esquerdo e que seu estado clínico é considerado “muito grave”. “Excelência, o Requerente não tem imunidade, uma simples gripe, o risco do mesmo vir a óbito, é muito grande”, pontuou.
A defesa também afirmou que o suspeito possui residência fixa e ocupação lícita e negou a existência de provas de que o rapaz é voltado ao ilícito. Assim, pediu a liberdade provisória com ou sem fiança.
O mecânico passa por audiência de custódia na manhã desta terça-feira (13), no Fórum Heitor Medeiros, em Campo Grande.
Prisão
A PM (Polícia Militar) foi acionada após receber uma denúncia de que um homem estaria armado na frente de uma conveniência. Quando os policiais passaram em frente ao estabelecimento, flagraram um homem com características semelhantes às repassadas na denúncia.
Na ocasião, o suspeito percebeu a aproximação da viatura e teria dispensado um objeto cromado — com características típicas de um revólver — próximo a uma sacola de lixo, na lateral da conveniência. Imediatamente, a equipe retornou com a viatura e viu o suspeito atravessando a rua.
Diante dos fatos, o homem foi abordado nas proximidades de vários rapazes, os quais teriam questionado a ação dos policiais militares. O suspeito foi conduzido de volta ao ponto exato onde havia sido visto dispensando o objeto.
Segundo o boletim de ocorrência, um dos militares ficou na contenção do suspeito, enquanto o outro policial fez buscas na região. Ele aproximou-se da sacola de lixo e, logo abaixo dela, flagrou um revólver de calibre .357 com sete munições e em condições de disparo.
O suspeito foi informado de que seria preso, momento em que passou a apresentar resistência. Ele precisou ser levado ao chão para ser algemado, momento em que cerca de 15 a 20 pessoas se aproximaram de dois militares e fizeram um cerco, proferindo ofensas e xingamentos para tentar impedir a prisão.
Os policiais ordenaram que o grupo se afastasse, mas não foram obedecidos. A população teria avançado em direção aos militares, que precisaram usar spray de pimenta. O grupo continuou avançando contra a equipe e um dos populares teria investido contra os agentes, que efetuaram tiros de borracha nele.
Ainda conforme o registro policial, a equipe ficou cercada pelos moradores, que passaram a arremessar várias garrafas de vidro e pedras. Então, foi solicitado apoio de outras viaturas, enquanto a população continuou as agressões contra os militares e ainda tentou depredar a viatura.
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(Revisão: Nichole Munaro)









