Um dos estabelecimentos que foi alvo da equipe da Derf (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos) nega envolvimento no desvio de salgadinhos de milho de uma indústria alimentícia de Campo Grande.
Na quinta-feira (10), as equipes recuperaram várias unidades de salgadinhos que teriam sido desviadas da indústria. Parte dos itens estava em um imóvel no bairro São Conrado — usado como depósito dos salgadinhos desviados — e outra parte em dois comércios.
Ao Jornal Midiamax, o advogado Renato Franco, que representa a defesa dos proprietários de um dos comércios, afirmou que a empresa não tem correlação ou envolvimento com o caso.
De acordo com a defesa, notas fiscais e documentos relacionados à compra dos produtos estão sendo apresentados. O advogado ainda não teve acesso ao inquérito na íntegra e, segundo ele explicou, os itens apreendidos devem ser devolvidos. Os proprietários do comércio se comprometeram a prestar todos os esclarecimentos à polícia.
“A empresa não tem correlação ou envolvimento com isso. […] No momento também, os responsáveis pela empresa se comprometeram a comparecer e prestar todos os esclarecimentos à autoridade policial… contribuindo para a elucidação dos fatos”, afirmou o advogado Renato Franco à reportagem.
Esquema de desvio direto da indústria
Segundo a polícia, um esquema estruturado foi montado para realizar a retirada clandestina de cargas diretamente das dependências da indústria; assim, elas eram posteriormente armazenadas e comercializadas no mercado local. As diligências foram iniciadas no mês passado, quando um depósito com milhares de produtos desviados da mesma indústria foi localizado e um suspeito foi preso em flagrante.
Já na data de hoje, a equipe policial realizou novas diligências. Em um imóvel no bairro São Conrado, foram encontradas várias unidades dos salgadinhos que estavam sem notas fiscais. O local estava sendo utilizado como depósito de produtos desviados.
Já em duas unidades de um estabelecimento comercial, foram encontrados mais produtos sem documentação fiscal. Por lá, os produtos estavam expostos para comercialização em atacado, por valores considerados pela polícia significativamente inferiores aos regularmente praticados no mercado.
Assim, os locais foram submetidos a exame pericial e as mercadorias foram apreendidas para identificação, avaliação e posterior restituição à empresa.
As pessoas encontradas nos estabelecimentos e no depósito foram conduzidas à sede da Delegacia Especializada. Os responsáveis pela aquisição e comercialização das mercadorias ainda não se apresentaram.
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(Revisão: Nichole Munaro)








