Darlei Matos Mendes foi assassinado a tiros no quintal de sua residência, localizada na Rua das Perdizes, no bairro Vila Panorama, na tarde deste sábado (17). Ele foi condenado em 2018 por matar à facadas um colega militar quando era cabo do Exército Brasileiro.
Segundo o Jardim MS News, o crime aconteceu enquanto a vítima tomava tereré com seus familiares ao final de almoço. Dois suspeitos chegaram ao local em uma bicicleta, aproximaram-se de Darlei e efetuaram diversos disparos de arma de fogo. Ele morreu no local após ser atingido por 4 disparos. A dupla fugiu logo em seguida.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para prestar socorro, mas, ao chegar ao endereço, os militares constataram que a vítima já estava morta.
Darlei foi condenado a 24 anos por matar
Documentos do Superior Tribunal Militar, datados de 2018, apontam que Darlei Matos Mendes era ex-Cabo do Exército e havia sido condenado a 24 anos de prisão em regime inicialmente fechado.
Darlei era réu por homicídio qualificado, praticado em 12 de julho de 2017 nas dependências da 4ª Companhia de Engenharia de Combate, na cidade de Jardim.
Segundo o tribunal, ele utilizou uma faca para desferir 11 golpes contra o 1º Tenente do Exército Brasileiro Demétrio Gomes de Jesus, que era seu superior na hierarquia do Exército.
O crime foi motivado por um “ciúme doentio e desproporcional”, segundo registros do STM. Darlei alegou que esfaqueou o Tenente por causa de mensagens que a vítima estaria enviando para a sua esposa.
Naquele dia, por volta das 10h, Darlei usou faca de açougueiro com 15 cm de lâmina que escondeu no bolso da farda. Ele chegou a confessar que já havia pensado em matar o ofendido diversas vezes anteriormente.
A vítima tentou correr para se livrar dos golpes, mas Darlei a segurou pela camisa com uma mão enquanto a esfaqueava com a outra.
O ataque só parou porque outros militares intervieram ao ouvir os pedidos de socorro. O processo militar relata que o ato foi cometido com sadismo, requintes de perversidade, motivo torpe, surpresa e meio cruel, impondo sofrimento desnecessário à vítima.
Investigação
Neste sábado (17), a área onde ocorreu a execução na Vila Panorama foi isolada para os trabalhos da Polícia Militar, Polícia Civil e da Perícia Técnica, que realizaram o recolhimento de evidências.
As autoridades policiais de Jardim agora conduzem a investigação para descobrir se a execução está diretamente ligada ao passado do autor. Os suspeitos ainda não tiveram identidade divulgada.
A reportagem busca contato com a Polícia Civil de Jardim para novos detalhes do caso e aguarda resposta.
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