A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e o Ministério da Justiça encontraram materiais de apologia ao neonazismo, armas e conteúdos de abuso sexual infantil com os adolescentes suspeitos de induzir uma menina de 13 anos à morte em Naviraí, a 359 quilômetros de Campo Grande.
Os itens extremistas foram encontrados durante o cumprimento de mandados de busca que miraram seis integrantes do grupo no Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Pará, Ceará e Minas Gerais. Um adolescente de Aquidauana fazia parte do grupo. A jovem foi coagida a tirar a própria vida durante uma transmissão ao vivo no Discord, que durou cerca de 45 minutos.
Conforme as investigações, a ideologia neonazista era usada pelo grupo para radicalizar os jovens no Discord e no Telegram, onde promoviam discursos de ódio, misoginia e desafios de violência extrema contra crianças e animais.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva contra um suspeito, de 18 anos, no Pará. As medidas foram cumpridas também no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Ceará. Conforme apurado pelo Midiamax, o adolescente de Aquidauana foi alvo de mandado de internação.
Vários celulares, computadores e equipamentos eletrônicos foram apreendidos e passaram por perícia. Conforme a polícia, os itens apreendidos poderão ajudar na identificação de novas vítimas, na individualização das condutas criminosas e na responsabilização de outros integrantes da organização.
Morte da adolescente
No dia 22 de julho, a adolescente, de 13 anos, foi encontrada morta na varanda da casa onde morava em Naviraí. Ela foi encontrada pela sua mãe e pelo padrasto, por volta das 6h.
Na época, foi divulgado que a vítima estaria participando de um grupo na plataforma Discord; assim, teria sido induzida a tirar a vida de quatro gatos.
No entanto, como ela não teria conseguido, o servidor teria sido derrubado após denúncias do Carpe Diem — grupo de hackers éticos que ajuda a polícia —, e o evento teria sido derrubado.
Tempos depois, o mesmo grupo, já em outra chamada, fez com que ela tirasse a própria vida. Inclusive, eles teriam comemorado a morte entre eles.
Prints de supostas mensagens atribuídas ao grupo passaram a circular nas redes sociais. “Tropinha, isso é oq acontece quando demora tanto pra fazer a p**** de um lulz, o próximo será possivelmente um homicídio…”, descreve uma das mensagens.
💬 Fale com os jornalistas do Midiamax
Tem alguma denúncia, flagrante, reclamação ou sugestão de pauta para o Jornal Midiamax?
🗣️ Envie direto para nossos jornalistas pelo WhatsApp (67) 99207-4330. O sigilo está garantido na lei.
✅ Clique no nome de qualquer uma das plataformas abaixo para nos encontrar nas redes sociais:
Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, WhatsApp, Bluesky e Threads.
(Revisão: Dáfini Lisboa)







