O trio acusado de atacar cinco bancários em maio deste ano, em Campo Grande, foi denunciado pelo Ministério Público por cinco tentativas de latrocínio. Os acusados — Juan Carlos Ocampos, Jeferson Alexandre Brasil Pimenta Leal e Katia Mara da Silva Xavier — participariam da primeira audiência de instrução e julgamento nesta terça-feira (6), no Fórum da Capital. A sessão, porém, foi adiada para 15 de outubro, em razão da morte de um preso no local onde ocorreria a sessão.
As vítimas foram agredidas com pedras e pauladas, especialmente na cabeça. Para o MP, as agressões indicam que os autores assumiram o risco de matar. Três das cinco vítimas sofreram ferimentos graves e ficaram internadas na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) da Santa Casa. Segundo a denúncia, elas só não morreram porque foram socorridas rapidamente.
Os suspeitos se tornaram réus e irão responder pelo crime de tentativa de latrocínio, com as majorantes apontadas pelo MP pelo concurso de pessoas e pelo emprego de arma branca e arma de fogo.
Relembre o caso
Segundo o boletim de ocorrência, as vítimas foram abordadas por um casal e tiveram seus pertences roubados. O grupo tentou recuperar os itens, mas entrou em luta corporal com os criminosos e foi agredido a pedradas.
Diante das agressões, o grupo foi socorrido por moradores com lesões na região da cabeça e levado para a Santa Casa. Três homens foram encaminhados para a UTI.
Na ocasião, os policiais iniciaram diligências e localizaram os criminosos nas proximidades. Os aparelhos celulares foram encontrados com um terceiro suspeito.
O trio foi preso em flagrante e encaminhado para a delegacia. Um dos homens estava com as mãos machucadas e a mulher com dores na região abdominal, em razão de luta corporal com as vítimas.
Depoimento
À época, durante depoimento na delegacia, uma das vítimas, um rapaz de 29 anos, contou que mora em São Paulo, onde trabalha em uma agência bancária. O rapaz e seus quatro colegas estavam hospedados em um hotel na região central e, no fim da tarde, decidiram sair para comer em uma lanchonete nas proximidades.
No retorno para o hotel, o grupo foi abordado pelos criminosos. Segundo o depoimento do rapaz, um dos ladrões estava com uma arma de fogo. A vítima conseguiu escapar do roubo e saiu correndo para o bar onde estavam outros três colegas.
Contudo, no trajeto para o bar, o rapaz foi atacado a pedradas na mão e no joelho. Ao avisar os amigos no bar, eles resolveram ir atrás dos criminosos para recuperar os aparelhos celulares, momento em que cerca de 20 usuários de drogas e pessoas em situação de rua passaram a agredir o grupo com pedras e pauladas.
O caso foi registrado na Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Integrado de Polícia Especializada).
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(Revisão: Nichole Munaro)






