O motorista, de 57 anos, envolvido no atropelamento que provocou a morte de Davi Bruno Correa dos Santos, de 11 anos, foi afastado por causa do abalo psicológico. O garoto morreu atropelado pelo ônibus coletivo na tarde de segunda-feira (21), enquanto empurrava a bicicleta e tentava atravessar a via, no cruzamento da Rua João da Mata com a Rua Sagarana.
Segundo o boletim de ocorrência, o motorista do ônibus é tratado como suspeito. Uma testemunha relatou que o homem teria subido no meio-fio com o ônibus ao fazer uma manobra, momento em que a roda atingiu Davi. Depois, ele teria movimentado o veículo para frente, momento em que, segundo a testemunha, a roda traseira teria passado sobre o menino.
Ao Jornal Midiamax, o Consórcio Guaicurus, por meio da equipe de intervenção, afirmou que aguarda a apuração da perícia e que o motorista foi afastado por conta do abalo psicológico. A empresa disse que presta suporte aos familiares e lamentou o ocorrido. Confira a nota:
“O Consórcio Guaicurus, por meio da equipe de intervenção, está dando todo o suporte à família da criança neste momento de dor. É um fato muito triste. Aguardamos a apuração da Perícia Técnica. O motorista também está recebendo apoio, tendo em vista que é um fato traumático para o mesmo. Ele está afastado em razão do abalo psicológico”, informou a empresa.
Diante da morte da criança, a Escola Municipal Desembargador Carlos Garcia de Queiroz publicou uma nota de pesar, lamentando o ocorrido e destacando a marca deixada por Davi na comunidade. Uma vizinha relatou à reportagem que viu o garoto crescer no bairro.
Atropelamento
Segundo o boletim de ocorrência, o motorista conduzia o ônibus coletivo pela Rua João da Mata e virou na Rua Sagarana, momento em que atingiu Davi — que estava empurrando a bicicleta e tentou atravessar a via.
Na ocasião, o motorista do ônibus disse que Davi estava em um ponto cego. Ele tentou fazer a conversão mais aberta para passar com o ônibus e, em determinado momento, ouviu o impacto. Imediatamente, o condutor parou e percebeu uma pessoa com uma bicicleta. O teste de bafômetro feito no motorista resultou negativo para ingestão de álcool.
Uma testemunha contou ter visto Davi carregando uma bicicleta naquela tarde. Ela explicou que o menino estava do lado em que aconteceu o acidente com o ônibus e acredita que o motorista possivelmente não tenha visto Davi naquele local.
Logo que percebeu o atropelamento, a testemunha saiu correndo do estabelecimento onde estava para ajudar Davi. Ele estava com fortes dores, se debatendo, e a testemunha ficou tentando tranquilizá-lo até a chegada do socorro.
Enquanto aguardava o socorro, a testemunha perguntou qual era o nome do menino, que respondeu: “Bruno” e, depois, “Bruno Davi”.

Comportamento do motorista
Outra testemunha, que havia embarcado no ônibus momentos antes do atropelamento, relatou ter percebido um comportamento grosseiro no motorista desde o início do trajeto. Acrescentou que o condutor teria falado de maneira ríspida com uma passageira que pretendia embarcar pela porta traseira com uma criança de colo.
Ao fazer a curva enquanto trafegava no cruzamento da Rua João da Mata com a Rua Sagarana, a passageira do ônibus disse que viu uma criança na via. Ela falou que o motorista teria subido no meio-fio com o ônibus ao fazer uma manobra. Assim, a roda teria atingido Davi.
Após perceber o atropelamento, a testemunha gritou: “Passou em cima de alguma coisa”, tendo o motorista respondido que não. A passageira insistiu e o condutor parou o veículo.
Com a abertura das portas do ônibus, a passageira desceu e percebeu a criança embaixo do veículo. O motorista teria retornado ao ônibus e voltado a movimentar o veículo para frente, momento em que, segundo a testemunha, a roda traseira teria passado sobre o menino.
A testemunha acrescentou que ficou surpresa com a nova movimentação do ônibus naquele momento e questionou o motivo ao condutor. Depois, ele teria descido normalmente do veículo e, dirigindo-se para a parte frontal, aparentou fazer uma ligação telefônica.
Diante do atropelamento, a testemunha acionou o socorro e percebeu que Davi estava desorientado. De acordo com o relato dela, o menino dizia repetidamente que “iria morrer”. Outras testemunhas começaram a fazer orações enquanto aguardavam a chegada do socorro que, segundo o relato, teria demorado para chegar ao local.
Vaquinha solidária

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(Revisão: Nichole Munaro)







