O ex-prefeito de Campo Grande Alcides Jesus Peralta Bernal foi pronunciado por homicídio qualificado contra o fiscal tributário Roberto Mazzini. O crime aconteceu no final de março de 2026 e o autor está preso desde então, com série de pedidos de liberdade negados pela Justiça.
Agora, o Ministério Público apresentou a conclusão da denúncia e pediu pelo pronunciamento de Bernal por homicídio qualificado — ou seja, com agravantes que tornam o crime hediondo.
Dessa forma, os promotores de Justiça José Arturo Iunes Bobadilha Garcia e Lívia Carla Guadanhim Bariani pedem que Bernal enfrente o júri popular.
Por quais crimes Bernal pode responder?
Conforme o pedido do MP, o homicídio pode ter os seguintes agravantes:
- Motivo torpe: crime cometido por razão repugnante, como vingança ou dinheiro (Bernal não aceitou que Mazzini arrematou o imóvel em que morava);
- Meio cruel: foi cometido de forma que causou sofrimento desnecessário e atroz à vítima;
- Recurso que dificultou a defesa: vítima foi pega de surpresa por meio de emboscada, traição ou ataque repentino, reduzindo suas chances de se defender;
- Idade: aumento da pena porque a vítima tinha mais de 60 anos (idoso).
Caso o juiz acate essas qualificadoras, o caso será tratado como crime hediondo. Isso significa que não será possível determinar fiança ou obter perdão judicial. Além disso, nesses casos, há critérios mais rigorosos para a progressão de regime.
O MP também aponta que Bernal cometeu outros dois crimes, que podem ampliar a pena em uma possível condenação: violação de domicílio e porte ilegal de arma de fogo.
Agora, a defesa de Bernal deverá se manifestar no processo sobre as alegações do MP e, por fim, o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete, decidirá sobre a pronúncia de Bernal.

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Pedidos de liberdade negados
No dia 3 de junho, a Justiça negou o terceiro pedido de liberdade do ex-prefeito Alcides Bernal.
O juiz entendeu que os motivos que decretaram a prisão continuam os mesmos, já que há materialidade dos fatos e indícios suficientes da morte — corroborados pelos depoimentos nas audiências de acusação e de defesa, como apontou a acusação.
Foram realizadas audiências e mais de 10 testemunhas foram ouvidas sobre o caso.
Os familiares de Mazzini também poderão apresentar alegações finais no processo, já que foram autorizados a atuar no caso. A defesa da família Mazzini havia pedido a habilitação da esposa e dos filhos de Roberto como assistentes de acusação, em meados de abril.
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(Revisão: Nichole Munaro)







