A prisão de Neno Razuk na noite de domingo (2) decorreu após monitoramento em conjunto do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) com a Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcoticos (FELCN) da Bolívia.
Conforme nota emitida pela Polícia Federal, que recebeu o ex-deputado no fim da noite de domingo, em Corumbá, as forças de segurança já estavam monitorando Neno: “A atuação coordenada entre as instituições envolvidas permitiu o compartilhamento célere de informações, a realização de diligências e o alinhamento operacional necessário para a localização do alvo”, diz trecho da nota.
Ainda segundo a PF, “a integração entre órgãos de persecução penal e forças policiais de diferentes países amplia a capacidade de localização de foragidos, fortalece o intercâmbio de informações estratégicas e contribui significativamente para a obtenção de resultados efetivos na repressão ao crime organizado, reafirmando a importância da atuação coordenada entre Brasil e Bolívia para a promoção da segurança pública em toda a região fronteiriça”.
Na manhã desta segunda-feira (3), Neno Razuk passou por exame de corpo de delito no Imol de Corumbá. Agora, a PF inicia os trâmites para a transferência do ex-deputado para Campo Grande, onde será encaminhado a um presídio.
Em nota, o advogado Ricardo Souza Pereira, que também representa Neno em processos criminais, informou que aguarda a PF sobre transferência de Neno para Campo Grande: “Ainda estamos aguardando a decisão da Polícia Federal. Até o momento, não temos informações sobre quando ocorrerá a chegada dele a Campo Grande. Permaneceremos atentos, acompanhando o desenrolar do caso, e informaremos qualquer atualização“.
O juiz que determinou a prisão de Neno por liderar o jogo do bicho foi José Henrique Kaster Franco, da 4ª Vara Criminal de Campo Grande. Ele havia determinado a inclusão do nome de Neno na difusão vermelha da Interpol, mas a inclusão ainda estava pendente de autorização na sede da entidade, na França.
Acusado de liderar o jogo do bicho
Em dezembro de 2023, o Gaeco/MPMS (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) deflagrou a Operação Successione contra uma organização criminosa que operava o jogo do bicho em Campo Grande.
No total, dez pessoas foram alvos da ação. Entre elas, estava o então deputado estadual Neno Razuk (PL).
O pai de Neno, Roberto Razuk, está em prisão domiciliar. Já os irmãos Rafael e Jorge estão presos.
Roberto Razuk foi apontado pelo Gaeco como antigo chefe da operação do jogo do bicho na região sul do Estado. Até a década de 1990, o esquema em todo o Estado de Mato Grosso do Sul era liderado por Fahd Jamil, também alvo da Successione em fases anteriores.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








