A Polícia Militar apreendeu uma pistola semiautomática durante buscas em uma residência no Jardim Centenário, durante a Operação Antidotum, que investiga fraudes de R$ 4,9 milhões na Santa Casa.
Conforme registro policial, as equipes da PM e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) chegaram ao local por volta das 8h40.
Durante as buscas, os agentes encontraram a arma de fogo em cima de um guarda-roupa. Trata-se de uma pistola calibre 6,35 mm, contendo a numeração de série. Também foi localizado um carregador com sete munições intactas.
Uma mulher que estava na residência foi levada para a delegacia. Ela disse que não morava no local, que seria a casa de seu namorado.
Operação prendeu presidente e diretores da Santa Casa
A ação durou a manhã toda e prendeu seis pessoas por envolvimento em esquema que desviou mais de R$ 4,9 milhões da Santa Casa. Estão presos:
- Alir Terra Lima – diretora-presidente da Santa Casa;
- Rinaldo Hakme Romano – diretor financeiro;
- Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa – diretor-adjunto de finanças;
- Alessandro Dias Junqueira – diretor administrativo;
- Monique Gregório de Oliveira – supervisora do setor de prontuários;
- Maurício Aparecido Benites – empresário.
No total, foram expedidos seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão.
O contrato alvo da investigação é para prestação de serviços de digitalização de prontuários, em que ocorreram pagamentos de valores elevados sem a devida contraprestação de serviços. Conforme as investigações, os desvios apurados nesse contrato são de R$ 1,4 milhão. No entanto, os valores totais dos desvios são mantidos em sigilo.
No curso da investigação, também foram identificadas irregularidades em contratos celebrados pela Operadora Santa Casa Saúde — empresa controlada pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande — com diversas empresas do mesmo grupo econômico. Essas empresas, cujo proprietário tinha ligações com a diretoria da Santa Casa, estavam registradas no mesmo endereço, mas o imóvel, na verdade, encontrava-se desocupado.
Somente em 2025, o plano de saúde pagou cerca de R$ 9,6 milhões para essas empresas, com prejuízo de R$ 3,5 milhões para a entidade.
Durante as apurações, constatou-se que os contratos, pagamentos e prestações de contas eram sistematicamente sonegados dos órgãos de controle, incluindo o Conselho Fiscal da Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado.
Um advogado que representa o escritório de defesa de Alir e Rinaldo está na delegacia de polícia e confirmou as prisões à reportagem, afirmando que a defesa iria se manifestar posteriormente.
Já o advogado Fábio Leandro, que representa Maurício, disse que “vai aguardar acesso aos autos para se pronunciar”.
O advogado de Monique, Leandro Gregório, também afirmou que vai aguardar acesso aos autos para se manifestar.
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(Revisão: Nichole Munaro)









