A mulher de 36 anos que ateou fogo em Gilvan de Assis Figueiredo, de 45 anos, foi denunciada pelo MPE (Ministério Público Estadual). O caso ocorreu na madrugada do dia 22 de maio, quando a vítima se abrigava do frio no banheiro de um bar no Jardim Itália, em Dourados, a 201 km de Campo Grande.
Conforme a denúncia, no dia dos fatos, a mulher e Gilvan estavam utilizando entorpecentes no local quando, em dado momento, a vítima foi até o banheiro do bar para se abrigar do frio. Na sequência, a suspeita ateou fogo em um objeto e o lançou por baixo da porta, fazendo com que as chamas se alastrassem e consumissem o espaço onde Gilvan estava.
Assim, consta na denúncia que a mulher provocou a morte de Gilvan por meio de carbonização, “empregando também recurso que lhe impossibilitou a defesa, ao atear fogo de inopino, no espaço restrito e fechado em que este abrigava-se do tempo“.
A autora do crime foi denunciada por homicídio qualificado com meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima. A denúncia foi aceita no último dia 3 de junho.
“Considerando que os fatos narrados na denúncia dão conta de indícios suficientes de autoria e prova da materialidade do delito, RECEBO A DENÚNCIA para ser instaurado o devido processo legal“, diz trecho da decisão.
Caso
Conforme o boletim de ocorrência, um vizinho ouviu um grito por volta das 4h30 e saiu de casa para verificar. Logo, ele percebeu que o banheiro do bar estava em chamas e arrombou a porta, pegou água para combater o fogo e acionou o Corpo de Bombeiros. Com a chegada dos militares, foi constatado o óbito da vítima, que estava parcialmente carbonizada e irreconhecível.
Já em uma complementação do registro policial, a mulher que aparece nas imagens de câmeras de segurança ateando fogo no local foi encontrada nas proximidades do complexo esportivo da cidade. Inclusive, ela estava com a mesma roupa registrada pelas imagens.
Posteriormente, ela disse que foi ao local utilizando-se da chama de um isqueiro para iluminar o banheiro e, em seguida, ateou fogo em uma sacola para procurar pedras de crack que pudessem estar caídas no chão.
Como ela não encontrou nada, acabou saindo do local sem observar que o fogo tinha se alastrado pelo banheiro, tampouco que a vítima estivesse no local, vindo posteriormente a saber que o homem havia morrido carbonizado.

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(Revisão: Nichole Munaro)






