O suspeito de espancar Fátima Alves de Matos, de 54 anos, até a morte tem passagens por violência doméstica. O caso mais recente aconteceu com a ex-companheira do suspeito, com quem manteve relação por 10 anos e terminou em julho de 2025, quando aconteceram as agressões.
O caso também foi registrado em Costa Rica. Fátima e o suspeito estavam juntos há sete meses. Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, o homem foi detido após agredir a ex-companheira com socos, chutes, tapas e pauladas. Durante o depoimento, a então vítima do homem afirmou que o suspeito tinha problemas com bebidas alcoólicas e quando passava do limite, ficava agressivo.
No dia 2 de julho do ano passado, à noite, o homem agrediu a vítima com vários socos. Ela então afirmou à polícia que não era a primeira vez que tinha sido agredida. Na ocasião, contou que após esse episódio, iria embora para outro estado.
Já o homem afirmou que não era responsável pelas agressões e que a vítima era usuária de drogas. Que no dia das supostas agressões, a vítima havia se envolvido em uma briga em outro local, com uma mulher.
O processo foi arquivado em julho deste ano, após sucessivas buscas pela vítima para dar andamento ao processo, porém, como não houve retorno da mulher e faltaram provas, o caso foi arquivado.
O casal estava junto há dez anos e morava em Costa Rica.
Suspeito de espancar companheira até a morte
O homem de 54 anos é suspeito de matar Fátima espancada. Isso porque antes da mulher ser encontrada sem vida pelo filho, e com sinais de espancamento, vizinhos escutaram barulho de briga entre os dois e gritos de socorro de Fátima. O homem então teria saído de casa em seguida.
Um vizinho acionou o filho da vítima, que foi até o local e encontrou a mulher sem vida no sofá com sinais de agressão. No hospital foi constatada a morte da mulher.
A Polícia Militar foi acionada e localizou o suspeito, que foi preso. O homem negou ter espancado a mulher.
📍 Onde buscar ajuda em MS
Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.
Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.
☎️ Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.
As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.
Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.
📍 Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aqui. Elas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.
⚠️ Quando a Polícia Civil atua com negligência, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no Gacep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.







