A morte da garçonete Alaine Riveira, de 31 anos, na madrugada deste domingo (28), provocou comoção entre familiares, amigos e colegas. Enquanto tentam lidar com a perda, os parentes agora buscam respostas sobre as circunstâncias do acidente ocorrido na Avenida Duque de Caxias, em Campo Grande.
Ao Jornal Midiamax, a sobrinha da vítima, Geovana Riveira, de 23 anos, conta que a notícia chegou logo pela manhã, de forma angustiante. Ela relata que tinha acabado de acordar quando uma amiga de Alaine foi até a casa da família à procura de Vanderson, ex-companheiro da vítima e pai da filha dela.
“Ela chegou muito desesperada, chorando, dizendo que precisava falar com o meu tio. A gente ainda não sabia o que tinha acontecido. Aí ela contou e eu fui com meu tio para saber para onde tinham levado ela. No caminho, começaram a aparecer as notícias; vimos a foto, o capacete, o nome… Foi ali que a ficha começou a cair”, detalha.
Geovana conta que conhecia Alaine desde os 12 anos de idade, quando ela iniciou o relacionamento com seu tio, e guarda lembranças da personalidade acolhedora dela.
“Ela era uma menina muito esforçada, dedicada. Onde chegava, as pessoas falavam bem dela. Era muito comunicativa e alegrava todos por onde passava. Sempre estava pronta para ajudar qualquer pessoa.” A vítima deixou uma filha de 11 anos. Segundo a sobrinha, um dos momentos mais difíceis foi pensar em como a criança receberia a notícia.
“A família da tia Alaine está em prantos, eu levei a filha dela na casa deles para ela ver os avós e os pais da tia Alaine estão destruídos, a Alaine havia dormido lá algumas noites e tinha deixado algumas peças de roupas e aí quando cheguei lá na casa, já tinha gente lá e a mãe da tia Alaine estava com as roupas na mão e chorava se questionando o porque daquilo ter acontecido com a Alaine, que ela não ia mais entrar lá dando bença, que ela não suportaria a dor de viver sem a filha mais nova!”, lamentou.
Busca por respostas
Agora, os familiares vão tentar esclarecer o que realmente aconteceu. Geovana afirma que a família vai atrás das autoridades e dos relatos de testemunhas que afirmam que Alaine teria sido atingida por um veículo antes da queda.
“O que a gente quer agora é saber a verdade. Se realmente teve um carro que bateu na traseira dela. Esperamos que a Justiça seja feita.”
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