O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou a suspensão temporária do mandato de Marcos Pollon (PL) por 60 dias. A votação aconteceu nesta terça-feira (9) e somou nove deputados favoráveis à penalização.
A representação nº 26/2025 foi relatada pelo deputado Ricardo Maia (MDB-BA). Inicialmente, Maia pediu 90 dias de suspensão. Contudo, na última sessão, em 19 de maio, recomendou que a suspensão do mandato do deputado Marcos Pollon fosse de 60 dias.
Assim, foram nove votos favoráveis ao relatório pela suspensão e quatro contrários. Não houve nenhuma abstenção.
O Conselho teve sessão conduzida pelo presidente, deputado Fábio Schiochet (União-SC). “Concluído o processo disciplinar, o representado poderá recorrer à CCJ”, destacou o presidente.
Punição, lamentou Pollon
A Mesa Diretora assina a representação contra Marcos Pollon. Logo, acusa o deputado de fazer ofensas de caráter pessoal contra Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados.
Em momento de fala, o deputado Marcos Pollon criticou a penalização por opinião. O deputado sul-mato-grossense teve 10 minutos para se expressar antes da votação.
“Quero fazer um alerta para todo o Brasil: nós estamos caminhando para uma democracia onde o Judiciário modula as leis punindo as pessoas por emitir opiniões. Isso jamais poderia entrar neste recinto. Digo isso porque aqui é a instância máxima da representação popular.”
Após a votação, Pollon afirmou que seguirá com a opção de recurso. “Vamos ao recurso”, disse.

Representação
O colegiado já analisou outra representação contra Pollon, sobre ocupação da Mesa Diretora. O grupo decidiu pela suspensão temporária do mandato do deputado federal sul-mato-grossense. Assim, Pollon ficará dois meses afastado do cargo.
Contudo, ainda cabe recurso, e a decisão pode ser revertida. O deputado federal Marcos Pollon (PL) alegou estar sofrendo perseguição após o Conselho da Câmara recomendar a suspensão do parlamentar por dois meses.
“Esse é o objetivo: impedir aqueles que não se dobram, que não se rendem, que não se vendem. Estamos sendo julgados porque nos levantamos por aqueles que não têm mais voz. Não teremos medo”, disse o deputado.
O resultado contra o deputado gerou comoção entre os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) saiu em defesa do sul-mato-grossense, com a alegação de que a decisão é um “verdadeiro ataque à democracia”.
Já Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a suspensão temporária do mandato do deputado de Mato Grosso do Sul Marcos Pollon (PL). Terceiro vice-presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados, Nikolas disse que ajudará a reverter a decisão do Conselho de Ética. Pollon recorreu da suspensão de 90 dias em pedido na CCJ.
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(Revisão: Nichole Munaro)









