Após 20 dias, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados pode retomar o julgamento contra o deputado Marcos Pollon (PL). O sul-mato-grossense recebeu parecer favorável à suspensão de dois meses do mandado, e o colegiado deve votar o pedido nesta terça-feira (9).
O deputado Ricardo Maia (MDB-BA) relatou o caso de Pollon e pediu 90 dias de suspensão. Contudo, na última sessão, em 19 de maio, recomendou que a suspensão do mandato do deputado Marcos Pollon fosse de 60 dias.
“Quero fazer uma modificação verbal do meu voto. Aqui estão 90 dias, quero reduzir para 60 dias em relação ao meu voto”, afirmou o relator na sessão de maio.
Pollon alega estado de exceção
Durante a sessão, Pollon disse que “vivemos em um estado de exceção” e aproveitou para criticar as prisões após o 8 de Janeiro. “Pessoas estão sendo condenadas a penas absurdas sem saber o porquê. Presas em condições subumanas, sem individualização do fato”, afirmou.
“Saio daqui desta Comissão com a cabeça erguida”, disse Pollon ao fim da sessão. O deputado por Mato Grosso do Sul agradeceu a Maia. “Apesar de somada a outra pena, me recaíam quatro meses, quero sinceramente agradecer a vossa excelência pelo cuidado de ter feito o certo”, disse.

Representação
O colegiado já analisou outra representação contra Pollon, sobre ocupação da Mesa Diretora. O grupo decidiu pela suspensão temporária do mandato do deputado federal sul-mato-grossense. Assim, Pollon ficará dois meses afastado do cargo.
Contudo, ainda cabe recurso, e a decisão pode ser revertida. O deputado federal Marcos Pollon (PL) alegou estar sofrendo perseguição após o Conselho da Câmara recomendar a suspensão do parlamentar por dois meses.
“Esse é o objetivo: impedir aqueles que não se dobram, que não se rendem, que não se vendem. Estamos sendo julgados porque nos levantamos por aqueles que não têm mais voz. Não teremos medo”, disse o deputado.
O resultado contra o deputado gerou comoção entre os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) saiu em defesa do sul-mato-grossense, com a alegação de que a decisão é um “verdadeiro ataque à democracia”.
Já Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a suspensão temporária do mandato do deputado de Mato Grosso do Sul Marcos Pollon (PL). Terceiro vice-presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados, Nikolas disse que ajudará a reverter a decisão do Conselho de Ética.
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(Revisão: Nichole Munaro)








