O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e o presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) assinaram ‘pacto’ para fortalecimento da regularização do trabalho no campo. A agenda aconteceu na sede da federação, em Campo Grande, nesta terça-feira (8), reunindo a diretoria da instituição, integrantes do MPT (Ministério Público do Trabalho) e da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
Segundo o ministro, o principal foco é a prevenção ao trabalho análogo à escravidão. “Vale para o povo indígena, vale para o povo negro, vale para o imigrante, vale para todos que estiverem à disposição daquele trabalho. Nós precisamos glorificar o trabalho, nós precisamos fortalecer o trabalho — o trabalho que acabou, por um certo período, sendo um pouco desvalorizado. A relação com o Congresso Nacional é muito difícil em relação ao tema trabalho. Agora, se os empresários e os trabalhadores se dispuserem a conversar, a gente pode resolver quase tudo”, destacou.
O gestor ainda pontuou que o resultado esperado pela política de trabalho é fruto da união de esforços. “É um conjunto. A gente tem os colaboradores e o produtor rural, que precisam estar em harmonia. E são muitas regras. Então, para ela ser clara, para a gente conseguir fazer com que esses trabalhadores tenham um ambiente de trabalho bom, que isso já acontece aqui no Estado. Então, nós estamos aqui só continuando um trabalho que começou na CNA [Confederação Nacional da Agricultura], que já foi assinado lá. E agora tá vindo para os estados esse mesmo tratado, esse mesmo acordo, que é a mesa de conciliação que a gente está formando”, disse.
O presidente da Famasul, Marcelo Bertoni, disse que a medida é positiva para o desenvolvimento da atividade rural. “Na verdade, isso é muito positivo. É a coisa certa. Nós precisamos separar maus empregadores de bons empregadores. Então, como sensibilizar esse processo? Fazendo várias palestras de sensibilização, de informação e de conhecimento. Ou seja, qualificar melhor para o produtor lá na ponta”, disse.
Ele citou o empenho da Famasul, que atuou junto ao setor do café para apoiar os desafios relacionados à assinatura da carteira de trabalho. Bertoni também criticou as sanções do presidente dos Estados Unidos contra o mercado brasileiro.
“Os Estados Unidos retalham o Brasil porque ‘tem trabalho escravo aqui e acolá’. Vamos olhar. No setor do café, sabe quanto que representa? Menos de 0,5%. É zero vírgula alguma coisa. Não chega a 0,3% das propriedades, ou seja, devíamos ser elogiados, e não vir aqui nos atormentar com essa balela, não é? O Brasil busca fazer o seu papel para ter empresas responsáveis, maduras, grandes, representativas, que disputam o mercado global”, afirmou.
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(Revisão: Nichole Munaro)








