Maithê Medina Fernandes Lira de Mesquita foi oficializada como secretária executiva da Juventude de Campo Grande. Edição extra do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), desta segunda-feira (8), traz a formalização da medida anunciada pela Prefeitura de Campo Grande em 2 de junho.
A exoneração do ex-vereador Paulo César Lands Filho do cargo de secretário executivo da Juventude foi registrada em 2 de junho. Lands estava afastado da função desde março deste ano, após denúncias de assédio sexual e estupro feitas por um ex-servidor da secretaria.
Assim, a prefeita Adriane Lopes (PP), revogou a designação de Maithê para desempenhar a função de Gerente de Eventos e Mobilização na Pasta. Logo, foi nomeada como secretária executiva da Juventude, com cargo de símbolo AGP-2.
A remuneração é de R$ 15.493,67, segundo Portal da Transparência do Município.
Relembre o caso
As denúncias foram registradas por um jovem que trabalhava na pasta e relatou à polícia que os episódios de assédio teriam começado em julho de 2025. Segundo o boletim de ocorrência, o então secretário teria realizado investidas físicas durante uma carona e, posteriormente, passado a enviar mensagens e imagens com conteúdo de conotação sexual, mesmo após o servidor afirmar que era heterossexual.
O denunciante também afirmou que o comportamento teria continuado dentro do ambiente de trabalho, com comentários de teor sexual e abraços forçados quando ambos estavam sozinhos. O caso ganhou contornos mais graves após o relato de um episódio ocorrido em dezembro de 2025, quando o jovem afirmou estar embriagado após uma confraternização e ter sido levado para a residência do então secretário.
Antes de procurar a polícia, o servidor teria apresentado duas denúncias administrativas à Prefeitura. Ele foi desligado do cargo em 27 de fevereiro deste ano e, no mesmo dia, registrou a ocorrência na delegacia. A investigação apura as acusações relatadas pela vítima.
Quando o caso se tornou público, Paulo Lands negou as acusações e afirmou que apresentaria provas para demonstrar sua Inocência. Em entrevista ao Jornal Midiamax à época, declarou que aguardava ser ouvido pela polícia para entregar documentos e materiais que, segundo ele, comprovariam sua versão dos fatos.








