Produtores de Dourados projetam 'dias melhores' após China reconhecer Brasil livre da aftosa Pular para o conteúdo
Política

Produtores de Dourados projetam ‘dias melhores’ após China reconhecer Brasil livre da aftosa

O reconhecimento da China conclui um período de mais de 20 anos de negociações entre as duas nações
Vinicios Araujo -
Presidente do Sindicato Rural de Dourados, Gino Ferreira. (Helder Carvalho, Jornal Midiamax)

Com o anúncio da China, nesta terça-feira (2), que reconhece todo o território brasileiro como área livre da febre aftosa, produtores rurais de projetam “dias melhores, principalmente para Mato Grosso do Sul”.

Para o presidente do Sindicato Rural de Dourados, Gino Ferreira, os impactos econômicos serão rápidos no setor pecuário, que sofreu retração nos últimos anos.

O reconhecimento da China conclui um período de mais de 20 anos de negociações entre as duas nações e viabiliza a ampliação das exportações de novos produtos bovinos e suínos para o mercado chinês, incluindo miúdos e carne com osso.

Segundo Gino Ferreira, a decisão do governo chinês atesta que a carne produzida no Brasil possui excelência, com destaque para a participação do estado de Mato Grosso do Sul nesse cenário.

“É um ponto muito positivo nesta questão da sanidade animal”, afirmou.

O dirigente atribuiu o resultado ao trabalho dos produtores rurais na erradicação da doença, além da atuação de entidades representativas do setor, como a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

A medida oficializada nesta terça-feira sucede ao cumprimento de metas estabelecidas em maio de 2025, ocasião em que representantes dos dois países assinaram o memorando de entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil e a Administração-Geral de Aduanas da República Popular da China na Área de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias.

O pacto anterior balizou o diálogo bilateral após o agronegócio brasileiro registrar um montante superior a US$ 50 bilhões em exportações destinadas ao mercado chinês ao longo do ano de 2025.

O sindicalista afirmou também que a validação sanitária por parte dos compradores asiáticos trará reflexos práticos na economia dos pecuaristas. “Dias melhores virão principalmente aqui para Mato Grosso do Sul que é um dos maiores produtores de carne do Brasil”, disse Gino.

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