Única mulher candidata à Presidência nas Eleições de 2026, Samara Martins cumpre agenda em Campo Grande nesta sexta-feira (7). Ela é do partido Unidade Popular, que não possui diretório regional, e forma chapa majoritária com outra mulher: Raquel Brício.
Para Samara, a polaridade que se formou no Brasil nos últimos anos acabou prejudicando outras candidaturas. “Vendem a ideia de que só existem dois candidatos à Presidência, e isso, na verdade, é o desmascaramento de quão desigual é o processo eleitoral, porque eles não nos dão tempo de TV e rádio no horário eleitoral gratuito, porque somos um partido recente”, diz ao Jornal Midiamax.
A presidenciável também afirma que tanto Lula quanto Jair Bolsonaro fazem o mesmo tipo de política. “Infelizmente, todos esses últimos governos, sejam eles ditos de esquerda ou de direita, têm feito a mesma política econômica de priorizar os seus interesses pessoais, de priorizar os seus interesses parlamentares em detrimento dos direitos do povo trabalhador”, explica Samara.

Única mulher candidata à Presidência
Até o momento, o Unidade Popular foi o único partido a anunciar a candidatura à Presidência de uma mulher. Para Samara, as mulheres precisam ocupar os espaços de poder.
“Nós, mulheres, precisamos estar nos espaços de poder de decisão porque somos nós, inclusive, quem nesse meio resolvemos os problemas da nossa família no que diz respeito à saúde, à educação, à moradia, à alimentação. Então nós gerimos recursos muito pequenos para poder administrar uma família. Nós podemos gerenciar o país”, afirma.

Segurança pública
Segundo ela, a segurança pública precisa ser combatida na origem e não nas periferias.
“O tráfico de drogas, o tráfico na fronteira, diz respeito aos grandes empresários que normalmente estão envolvidos inclusive com o tráfico de drogas. Foi inclusive a operação da Polícia Federal lá na Faria Lima, em São Paulo, que demonstrou a relação dessas grandes empresas com o tráfico de drogas. Então, a segurança pública precisa ser tratada no enfrentamento a esses grandes que lucram com o tráfico de drogas e lucram bilhões, não é exatamente fazendo operações nas comunidades como eles fazem, dizendo que estão combatendo o tráfico de drogas, mas lá não estão as refinarias, lá não estão os helicópteros, mas é lá que eles entram com as armas, com a violência”, diz.
Agronegócio
Samara afirma que o Unidade Popular centraliza a classe trabalhadora em sua proposta. Segundo ela, são os mais ricos que “mandam no nosso país”, elegem os representantes no Parlamento e “[…] acabam determinando economicamente e politicamente o Brasil”, diz.
Por isso, ela diz que pretende fazer uma reforma agrária para que a produção — e, consequentemente, o orçamento — não fique concentrada nos grandes empresários. “
“Que o orçamento brasileiro seja destinado para a agricultura camponesa, para a agricultura familiar, que é quem de fato alimenta o povo brasileiro. 70% da nossa alimentação advém da agricultura familiar, da agricultura camponesa, mas esses recebem um subsídio minúsculo, enquanto o agronegócio, esse que são os latifundiários, inclusive os grileiros e que causam grande parte da violência no campo, é quem recebe a maior fatia do orçamento, de R$ 516 bilhões para o agronegócio”, opina.

Agenda em Campo Grande
Samara cumpre agendas em Campo Grande nesta sexta-feira. Ela realizou uma aula pública sobre imperialismo e a luta pela soberania na América Latina. Depois, participou de uma panfletagem e encerrará o dia em uma plenária realizada em um comércio da Capital.
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(Revisão: Nichole Munaro)





