O policial penal Eder William Ador, de 45 anos, foi demitido da Agepen-MS (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul), em decisão publicada nesta segunda-feira (10), após ter sido preso em 2022 pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) por atuar em conjunto com o PCC (Primeiro Comando da Capital) em um plano de execução de outros cinco policiais penais em Campo Grande.
De acordo com a portaria publicada no Diário Oficial do Estado, a demissão ocorre por meio das provas contidas nos autos do processo administrativo em questão. Assim, o diretor-presidente da Agepen-MS, Rodrigo Rossi Maiorchini, acolheu o relatório final da comissão processante e concluiu que os fatos apurados estão tipificados no ordenamento
Jurídico disciplinar em vigência perante a Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul.
“Pelo qual imputo ao servidor processado a plena responsabilidade pelos atos praticados na presente apuração, e por
força do que dispõe o artigo 1º, inciso I, alínea ‘b’ do Decreto Normativo nº. 15.560/2020, aplico ao servidor
Eder William Ador, a pena de DEMISSÃO, com base no texto do artigo 89, inciso IV,
por ter infringido o artigo 218, XIII, art. 219, VIII e XIV, e artigo 235, II, ambos da Lei n.º 1.102/90, e artigo 95,
I e II, da Lei n.º 2.518/2002, nos termos dos autos e com apreciação do mérito perante o diploma legal vigente.”
Como o policial penal agia
Eder Willian atuava no Presídio de Regime Fechado da Gameleira, a ‘Supermáxima’, destinada a presos de alta periculosidade e faccionados. Na época, ele teria recebido propina de Lucas Silva Costa, o Lukinhas, preso na Operação Omertà, para transmitir recados.
Além disso, Eder teria agido com os integrantes do PCC. O Gaeco afirma que o policial penal recebeu propina da facção criminosa. Na mesma época, um outro policial penal teria recebido proposta de R$ 10 mil para permitir a entrada de um celular, mas o caso foi denunciado por ele na época, e o crime, frustrado. A Operação Bilhete foi desencadeada na época, e o policial foi preso.
A denúncia, na época, apontou a dificuldade da entrada de aparelhos celulares no presídio da Gameleira, diferentemente de outras unidades prisionais de Mato Grosso do Sul. Com isso, os presos tentavam cooptar policiais penais, como no caso de Eder. Ele ficou entre março e agosto de 2021 na Gameleira, sendo depois transferido para a Casa do Albergado.
Nesse período, teria atuado no plano de atentado contra a vida de cinco colegas, justamente por esses cumprirem à risca as medidas de segurança do presídio.
Condenação
Eder Willian foi condenado a oito anos, cinco meses e dez dias de reclusão, além de 34 dias-multa em regime fechado pelo crime. Ele está preso desde 2022.
Já Lukinhas foi condenado a quatro anos, cinco meses e dez dias em regime semiaberto.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








