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As conexões de Jessica Natasha Umeda Pelizari entre compliance, direito digital e inteligência artificial nas empresas

Advogada participou da Expo Compliance 2026, em São Paulo, em um debate sobre liderança, transformação regulatória e o impacto da tecnologia nas decisões corporativas
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As conexões de Jessica Natasha Umeda Pelizari entre compliance, direito digital e inteligência artificial nas empresas

A expansão da inteligência artificial, o tratamento cada vez mais intenso de dados e o aumento dos riscos associados ao ambiente digital estão alterando a maneira como empresas estruturam seus programas de integridade. Nesse cenário, o compliance deixou de estar restrito à elaboração de políticas internas ou ao acompanhamento de normas para se aproximar definitivamente da tecnologia, da governança de dados e da gestão estratégica de riscos. É justamente nessa interseção que está concentrada parte da atuação profissional de Jessica Natasha Umeda Pelizari, advogada especializada em direito digital, privacidade e proteção de dados, crimes cibernéticos e inteligência artificial.

Essa relação entre tecnologia, gestão e conformidade também esteve presente na Expo Compliance 2026, realizada em São Paulo. Em 18 de agosto, Jessica Natasha Umeda Pelizari participou do painel “C-Level na Linha de Frente”, que discutiu o papel das lideranças diante de um ambiente empresarial em que inovação tecnológica e novas exigências regulatórias avançam simultaneamente.

O debate partiu de um problema que vem ganhando espaço nas organizações: acompanhar uma obrigação legal depois que ela entra em vigor já não é necessariamente suficiente. Empresas trabalham com volumes crescentes de dados, fornecedores conectados a seus sistemas, ferramentas baseadas em inteligência artificial, serviços em nuvem, decisões automatizadas e operações digitais que podem criar novas formas de exposição jurídica.

É nesse contexto que o conceito de compliance digital ganha relevância. Se o compliance tradicional procura assegurar que uma organização atue de acordo com a legislação, seus regulamentos e suas próprias políticas internas, sua dimensão digital leva a mesma lógica para os processos tecnológicos. Isso inclui entender quais dados são coletados, quem possui acesso às informações, quais sistemas são utilizados, como fornecedores processam dados, quais riscos estão associados às ferramentas de inteligência artificial e qual será a resposta da organização caso ocorra um incidente.

Para Jessica Natasha Umeda Pelizari, esses assuntos fazem parte de uma área jurídica que se tornou progressivamente multidisciplinar. O direito digital atual não se limita às relações estabelecidas na internet. Ele alcança governança de dados, privacidade, segurança da informação, responsabilidade decorrente do uso de tecnologias, prevenção de ilícitos no ambiente virtual e, mais recentemente, as discussões relacionadas à inteligência artificial.

Essa transformação ajuda a explicar por que profissionais jurídicos passaram a participar mais diretamente do desenvolvimento e da implementação de produtos tecnológicos. Jessica Pelizari integra atualmente a C-137 Labs, empresa que trabalha com desenvolvimento de negócios e projetos estruturados a partir de inteligência artificial. Nesse ambiente, sua atuação está relacionada à criação de produtos e soluções de Legal Tech com IA voltados a demandas empresariais, aproximando desenvolvimento tecnológico, necessidades corporativas e requisitos legais.

A aproximação entre essas áreas é particularmente importante porque sistemas baseados em inteligência artificial ampliaram a complexidade da análise de conformidade. Antes da adoção de determinada tecnologia, uma empresa pode precisar compreender quais informações serão utilizadas, onde os dados serão armazenados, quem poderá acessá-los, como os resultados serão produzidos e quais controles permitirão revisar ou explicar determinadas decisões.

Questões dessa natureza fazem com que o compliance digital comece antes mesmo da ocorrência de um problema. Mapeamento de riscos, avaliação de impacto, due diligence de fornecedores, definição de responsabilidades, controles de acesso, planos de resposta a incidentes e monitoramento contínuo passam a integrar uma estrutura preventiva. Em vez de atuar apenas quando uma vulnerabilidade gera consequências, a organização busca identificar antecipadamente onde essas vulnerabilidades podem surgir.

A proteção de dados é um dos exemplos mais evidentes dessa mudança. A Lei Geral de Proteção de Dados estabeleceu no Brasil uma estrutura de direitos, princípios e responsabilidades aplicável ao tratamento de informações pessoais. Na prática, a adequação exige muito mais que a publicação de uma política de privacidade. Empresas precisam conhecer seus fluxos de informação, identificar as finalidades do tratamento, estabelecer bases legais adequadas, controlar compartilhamentos, avaliar fornecedores e estruturar mecanismos para responder às solicitações dos titulares.

O próprio conceito de governança em privacidade pressupõe acompanhamento permanente. Sistemas mudam, novas ferramentas são contratadas, processos internos são automatizados e bancos de dados passam a ser utilizados para finalidades que talvez não existissem quando foram originalmente estruturados. Para profissionais como Jessica Natasha Umeda Pelizari, essa dinâmica coloca o direito dentro de discussões que antes poderiam ser consideradas predominantemente tecnológicas.

Os crimes cibernéticos acrescentam outra camada ao problema. Ataques de engenharia social, fraudes digitais, comprometimento de credenciais, invasões de sistemas e vazamentos podem produzir simultaneamente consequências operacionais, jurídicas, financeiras e reputacionais. Um programa de compliance digital precisa, portanto, dialogar com segurança da informação e estabelecer procedimentos para prevenção, investigação, preservação de evidências e resposta a incidentes.

Isso também modifica o papel das lideranças corporativas, justamente um dos eixos discutidos no painel “C-Level na Linha de Frente”, do qual Jessica Pelizari participou na Expo Compliance. Governança digital não funciona isoladamente dentro do departamento jurídico ou da equipe de tecnologia. Decisões sobre risco, investimento, tratamento de dados e adoção de inteligência artificial frequentemente dependem de executivos capazes de compreender as consequências dessas escolhas para toda a organização.

A presença de Jessica Natasha Umeda Pelizari na Expo Compliance 2026 se insere nesse movimento de aproximação entre o jurídico e áreas estratégicas das empresas. O encontro reúne profissionais de compliance, advocacia corporativa, auditoria, gestão de riscos, governança, proteção de dados e tecnologia, criando um espaço em que problemas anteriormente tratados separadamente passam a ser observados de maneira integrada.

Essa integração aparece de forma ainda mais clara quando o assunto é inteligência artificial. O desafio para as empresas não consiste simplesmente em permitir ou proibir seu uso. Organizações precisam estabelecer critérios para definir quais ferramentas podem ser utilizadas, quais informações podem ser inseridas nesses sistemas, quais decisões exigem revisão humana, como resultados devem ser documentados e de que maneira riscos de privacidade, segurança ou discriminação serão avaliados.

A experiência de Jessica Natasha Umeda Pelizari na área de direito digital e sua atuação na C-137 Labs aproximam justamente esses dois lados da discussão. De um lado está a velocidade característica do desenvolvimento tecnológico; do outro, a necessidade de construir produtos e processos capazes de operar dentro de parâmetros jurídicos, regulatórios e de governança.

Nesse sentido, compliance e inovação não precisam ocupar lados opostos. Uma estrutura bem desenhada pode permitir que tecnologias sejam incorporadas com maior previsibilidade, delimitando riscos antes que eles se transformem em problemas. Para empresas que desenvolvem ou adotam soluções de inteligência artificial, esse processo tende a envolver equipes jurídicas desde fases cada vez mais iniciais dos projetos.

É também por isso que o compliance digital começa a ser observado para além de seu caráter defensivo. Identificar riscos continua sendo indispensável, mas antecipar transformações regulatórias, estruturar governança e estabelecer critérios claros para utilização de novas tecnologias pode influenciar a capacidade de uma companhia de inovar com segurança.

A participação de Jessica Natasha Umeda Pelizari na Expo Compliance 2026 reflete essa mudança de perspectiva. À medida que dados, inteligência artificial, segurança cibernética e regulação passam a ocupar o mesmo ambiente decisório, o direito digital deixa de atuar apenas sobre as consequências da tecnologia e passa a participar diretamente da construção de como ela será utilizada.

Nesse novo cenário, compliance digital significa menos a existência de documentos isolados e mais a criação de uma estrutura permanente de governança. Para Jessica Pelizari, que combina a atuação jurídica em privacidade, crimes cibernéticos e inteligência artificial com o desenvolvimento de projetos na C-137 Labs, essa convergência representa uma das transformações mais relevantes do ambiente corporativo atual: tecnologia e conformidade passaram a fazer parte da mesma estratégia.

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