Para algumas famílias, levar um idoso ao dentista pode significar muito mais do que simplesmente marcar uma consulta. É preciso organizar transporte, acompanhante, cadeira de rodas e, em alguns casos, até ambulância. Quando o paciente está acamado, tem alguma deficiência ou enfrenta uma condição de saúde delicada, o deslocamento pode se tornar um desafio e, muitas vezes, fazer com que a saúde bucal fique em segundo plano.
É justamente para mudar essa realidade que a Cervia Care oferece o atendimento odontológico domiciliar em Campo Grande. A proposta é levar o dentista até onde o paciente está, seja em casa, em uma instituição de longa permanência para idosos ou até mesmo em uma clínica médica.
À frente desse trabalho está Pamela Peres, dentista especialista em Odontologia Hospitalar e Odontologia para Pessoas com Necessidades Especiais, que encontrou no atendimento domiciliar uma maneira de aproximar o cuidado odontológico de pacientes que apresentam limitações para sair de casa.
“A ideia é o dentista em casa. É tirar o dentista da cadeira do consultório e levar o consultório até o paciente. A gente vai até a casa dele, entende a realidade daquela família e realiza o atendimento onde ele está”, explica Pamela.
Mais do que comodidade, uma questão de dignidade


Embora a possibilidade de não precisar sair de casa seja uma facilidade para qualquer paciente, no atendimento domiciliar o objetivo vai muito além da comodidade. “A ideia é o dentista em casa. É tirar o dentista da cadeira do consultório e levar o consultório até o paciente. A gente vai até a casa dele, entende a realidade daquela família e realiza o atendimento onde ele está”, explicou Pamela.
Segundo a dentista, o público atendido é formado, principalmente, por idosos, pessoas acamadas ou com mobilidade reduzida, pacientes com deficiência e pessoas que enfrentam tratamentos de saúde delicados, como em casos oncológicos em períodos de radio ou quimioterapia.
“Nosso objetivo não é fazer um atendimento domiciliar para a pessoa simplesmente porque ela prefere ficar em casa. O nosso foco é aquela pessoa que está em um contexto de saúde mais delicado, que tem uma limitação de movimento ou de deslocamento. O objetivo é trazer dignidade”, afirmou Peres.
Neste sentido, a especialista ressalta que uma dor de dente ou um problema na gengiva pode parecer pequeno diante de outras condições de saúde, mas pode interferir diretamente na rotina e na alimentação de uma pessoa idosa. “Não queremos deixar que aquela pessoa idosa deixe de comer, deixe de se alimentar porque está com um dente dolorido. Muitas vezes, o idoso está agressivo, bravo, não quer escovar os dentes, e a família não entende que ele pode estar sentindo dor”, relatou.
Quando o paciente não consegue dizer o que está sentindo


O desafio pode ser ainda maior quando o paciente apresenta demência, Alzheimer, Parkinson ou outras condições que dificultam a comunicação. Nessas situações, nem sempre o paciente consegue explicar que está com dor ou que algo mudou dentro da boca. Por isso, a avaliação odontológica passa a ter também um papel de observação.
“Às vezes, o idoso não vai conseguir falar o que está sentindo. Nosso papel é ir até esse paciente, conhecer a família, conhecer as dificuldades que eles estão tendo com os cuidados e fazer uma avaliação odontológica para entender se existe uma infecção, uma dor ou algum outro problema”, argumentou a dentista.
Outro ponto de atenção são as doenças bucais que podem permanecer silenciosas por algum tempo. “Boa parte das infecções e das doenças da boca é silenciosa. Elas não vão necessariamente causar dor de imediato, mas isso não significa que não estejam impactando a vida daquela pessoa. A saúde bucal, portanto, passa a ser observada como parte do cuidado integral, principalmente entre pacientes que já apresentam outras condições clínicas”, destacou Pamela.
Consultório dentro de casa
Para realizar o atendimento, a equipe leva equipamentos específicos e materiais esterilizados até o local onde o paciente está. O procedimento pode ser feito na cama, em uma poltrona ou no espaço mais adequado disponível na residência. “A gente leva equipamentos específicos para esse tipo de atendimento, tudo esterilizado e organizado. Fazemos a avaliação e executamos o tratamento ali, no conforto que o paciente tem e respeitando a rotina da família”, pontuou Pamela.
Entre os procedimentos que podem ser realizados estão limpeza, restaurações, extrações, laserterapia em situações indicadas, além de tratamentos relacionados a próteses e dentaduras, incluindo confecção e manutenção. De acordo com a necessidade de cada paciente, o tratamento pode ser dividido em várias visitas, permitindo um acompanhamento mais próximo.
“A gente programa várias visitas e, nessas visitas, faz todo o tratamento odontológico que o paciente precisa. A proposta é cuidar daquela pessoa de forma contínua”, enfatizou Pamela.
Menos preocupação com a logística


Em muitos casos, tirar uma pessoa idosa ou acamada de casa exige planejamento e mobilização de vários familiares. Há situações em que é necessário transporte especializado, especialmente quando o paciente utiliza cadeira de rodas ou não consegue permanecer sentado por longos períodos.
“O que eu mais ouço das famílias é: ‘Meu pai não deixa mais escovar os dentes’, ‘Meu pai não está comendo direito’, ‘Minha mãe está reclamando de dor’, ‘Eu não consigo tirar meu familiar de casa’. Às vezes, é muito difícil organizar tudo isso”, ressaltou a dentista, dizendo ainda que, com o atendimento domiciliar, a família não precisa modificar toda a rotina para levar o paciente ao consultório.
Atendimento também pode ser preventivo
Além dos tratamentos realizados quando o problema já apareceu, a Cervia Care também trabalha com acompanhamento preventivo para pacientes que necessitam de cuidados frequentes. A proposta é manter uma rotina de visitas e acompanhamento da saúde bucal, especialmente entre pessoas que dependem de familiares ou cuidadores para realizar a higiene diária.
“É um trabalho de prevenção também. A gente tem um programa em que a família pode ter um acompanhamento periódico, justamente para cuidar dessa pessoa com mais frequência e evitar que os problemas apareçam ou se agravem”, pontuou Pamela.
Já no caso de quem vai ao consultório, pode realizar o tratamento completo sob sedação, com monitoramento e acompanhamento de equipe médico-odontológica treinada. O modelo é especialmente voltado para pessoas que apresentam medo, ansiedade ou dificuldade para realizar procedimentos odontológicos. Os casos de atendimento hospitalar envolvem pacientes com deficiências ou condições clínicas mais complexas, sempre realizados em centro cirúrgico e que podem ser feitos em um único dia.
Atendimento adaptado à realidade de cada paciente


No atendimento domiciliar, essa adaptação começa pelo lugar onde o paciente está. Em vez de exigir que ele enfrente o caminho até o consultório, o cuidado percorre o caminho contrário. “Eu tenho muito orgulho de trazer esse trabalho para Campo Grande e para Mato Grosso do Sul. O que eu quero realmente é que a nossa cidade conheça esse serviço, porque eu sei o impacto e a diferença que a gente faz na vida das famílias”, finaliza Pamela.
Serviço:
A Cervia Care fica localizada no The Place Corporate, Torre 1, Sala 305, cujo endereço é Avenida Afonso Pena, número 4785, bairro Santa Fé, em Campo Grande. O telefone para contato é o (67) 99913-5627.
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