Uma frase que surpreende, mas carrega um significado profundo. Após três anos de tratamento contra o câncer de mama, a técnica em Radiologia Pauliani Santos da Silva, de 43 anos, decidiu marcar a trajetória com um bolo decorado com a mensagem: “F*da-se, câncer!”
A encomenda foi feita à prima Fernanda Soares, de 36 anos, confeiteira há mais de oito anos. Para Pauliani, a frase representa a decisão de não deixar que a doença defina sua vida.
“Já faz três anos que estou tratando o câncer, mas ele não manda na minha vida. Tive meus altos e baixos, mas vou continuar fazendo minhas atividades e as coisas de que gosto”, afirmou.
Pauliani descobriu a doença em novembro de 2023, pouco antes de completar 40 anos, ao perceber um caroço na mama direita durante o autoexame. Desde então, passou por cirurgia, seis sessões de quimioterapia e 15 de radioterapia. Após entrar em remissão, exames identificaram uma recidiva da doença em 2026.
Mesmo diante dos desafios, ela procura manter a rotina e valorizar os momentos com a família.
“Eu coloquei um ‘f*da-se, câncer’, porque a doença não me define. É lutar, trabalhar, amar muito a família e aproveitar. Não ficar só com essa ideia de que estou com câncer, estou doente e vou morrer. Ele é apenas um contratempo”, disse.
A fé também é uma aliada nesse processo. Pauliani conta que aprendeu a enfrentar cada etapa com esperança, sem deixar de reconhecer que existem dias difíceis.
Pedido emocionou a confeiteira
Ao receber a encomenda, Fernanda se surpreendeu com a frase, mas ficou emocionada ao compreender o significado do bolo para a prima. “Esta luta tem dois ou três anos e ela está ressignificando”, ressaltou.
Para a confeiteira, participar desse momento foi uma forma de demonstrar carinho e celebrar a trajetória de alguém tão próximo. “Fiquei extremamente feliz e grata. Fiz com muito amor e carinho”, finalizou.
Confira o vídeo do bolo:
Outubro Rosa
O mês de outubro é marcado pela campanha Outubro Rosa, movimento de conscientização sobre o câncer de mama.
A iniciativa reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento, além de dar visibilidade às histórias de mulheres que enfrentam a doença, como Pauliani, que encontrou na própria trajetória uma maneira de reafirmar a vontade de viver.









