Os 870 quilômetros de rota da celulose, em cinco rodovias de Mato Grosso do Sul, têm previsão de receber mais de 100 quilômetros de duplicação a partir de 2027, começando por trecho de 10 quilômetros entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo. Também há previsão de construção de acostamentos, instalação de pedágios Free Flow e asfalto reforçado para suportar caminhões superpesados.
A Caminhos da Celulose, concessionária responsável pelo trecho, entregou, nesta segunda-feira (26), 56 veículos em evento no Bioparque Pantanal, que marcou o início das operações da frota. As unidades físicas na rota — que inclui MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267 — estão em construção e vão operar temporariamente em contêineres, com equipe de 200 pessoas já contratadas.
“A duplicação vai acontecer até Ribas do Rio Pardo, são mais de 100 km de duplicação na BR-262. Mas tem outros investimentos de grande porte que vão trazer segurança para a rodovia, como os acostamentos, por exemplo, na 040, que hoje não tem”, afirma Luiz Fernando De Donno, presidente da Caminhos da Celulose.
Pedágio Free Flow
O governador reeleito de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), diz que a parceria com a Caminhos da Celulose é fundamental. “A gente tem uma longa trajetória pela frente de investimentos e responsabilidades. Esse marco do início da operação só vai melhorar”, comenta.

O mandatário detalhou como deverá funcionar o pedágio em modelo Free Flow. Esse tipo de cobrança elimina praças físicas e cancelas. Veículos passam por pórticos que identificam automaticamente TAGs ou placas, e a cobrança é feita de forma eletrônica no uso da via, segundo a ANTT (Agência Nacional de Transporte e Trânsito).
“O Free Flow começa no ano que vem. A companhia e o contrato preveem uma série de ações que têm que ter responsabilidade. A partir do momento em que elas estiverem conclusas, ou em andamento, está autorizado a instalar os Free Flows”, explica Eduardo Riedel. Ele lembra que a questão é acompanhada pela Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul).
Reforço no asfalto
Reportagem do Jornal Midiamax publicada em julho mostrou a situação precária de alguns trechos da BR-262 entre Campo Grande e Três Lagoas, sob administração da Caminhos da Celulose desde fevereiro de 2026. A concessionária diz ter “preocupação adicional” com a adequação da rodovia ao tipo de tráfego.
“São caminhões superpesados que nós estamos colocando, guinchos, bitrens, tritrens”, diz o presidente da Caminhos da Celulose. “Não é simplesmente colocar uma capa de asfalto por cima de um defeito. Nós estamos retirando os defeitos da base, fazendo o que a gente chama de fresagem, e depois recomposição. Aí sim, a gente vem com a capa de asfalto para dar uma estrutura”, completa.


56 veículos
A Caminhos da Celulose entregou 56 veículos para atendimento aos usuários nesta segunda (26). São 13 ambulâncias de resgate, incluindo uma 100% elétrica, além de 13 guinchos leves e seis pesados, que auxiliam na remoção de veículos e na liberação das pistas.
A estrutura conta também com cinco caminhões-pipa, que podem atuar no combate a incêndios, e cinco veículos guindauto e boiadeiro, utilizados em operações de içamento, movimentação de cargas e transporte de animais.
A concessionária afirma, ainda, que funcionários utilizarão câmeras corporais, que transmitem imagens em tempo real ao Centro de Controle Operacional, permitindo acompanhar ocorrências, orientar equipes e oferecer suporte médico à distância.
Completam a estrutura sete veículos de inspeção, que identificam condições que exigem intervenção nas rodovias, e sete veículos de supervisão operacional, que apoiam a coordenação dos atendimentos e o acompanhamento dos serviços.




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(Revisão: Dáfini Lisboa)








