A jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, reconhecida internacionalmente por sua atuação na defesa dos direitos humanos e do direito internacional, foi anunciada nesta sexta-feira (9) como vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026, pelo Comitê Nobel Norueguês, em Oslo.
Ex-alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Pillay construiu uma trajetória marcada pelo combate à impunidade e pela defesa da responsabilização por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio.
Ao anunciar a premiação, o presidente do Comitê Nobel Norueguês, Jørgen Watne Frydnes, destacou a contribuição da jurista para o fortalecimento da justiça internacional e dos mecanismos de responsabilização por graves violações dos direitos humanos.
Sua trajetória começou ainda durante o regime do apartheid, na África do Sul, quando atuou na defesa de pessoas perseguidas pelo sistema de segregação racial, incluindo opositores do regime de Nelson Mandela. Posteriormente, ganhou projeção internacional ao integrar tribunais responsáveis pelo julgamento de crimes de extrema gravidade, incluindo os relacionados ao genocídio de Ruanda.
Pillay também esteve envolvida em investigações internacionais sobre violações dos direitos humanos nos territórios palestinos, reforçando sua atuação em questões de grande repercussão mundial.
Durante o anúncio, o comitê ressaltou a importância do Estado de Direito para a resolução pacífica de conflitos e destacou uma mensagem central da premiação: “A paz exige justiça.”
Fotos : Reprodução/ Rede Social










