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Caso Henry: Jairinho é condenado a 43 anos de prisão e Monique recebe perdão judicial

Júri começou no último dia 25 e terminou na madrugada desta quinta-feira (4)
Lívia Bezerra -
Jairo Souza Santos, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros. (Foto: PCRJ/Divulgação)

ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos de prisão pela morte de seu enteado, Henry Borel, no , na madrugada desta quinta-feira (4). Monique Medeiros, mãe do menino, recebeu perdão judicial.

Henry tinha 4 anos quando morreu em 8 de março de 2021. Jairinho e Monique foram presos em abril do mesmo ano, mas Monique conseguiu o relaxamento da prisão por um mês em março de 2026, quando alegou “excesso de prazo”.

Em abril, a mãe do pequeno Henry foi presa novamente após decisão judicial. O julgamento começou no último dia 25 e encerrou durante a madrugada desta quinta (4) com a condenação do ex-vereador pelo assassinato do enteado.

Segundo o jornal O Globo, Jairinho foi sentenciado a 43 anos, nove meses e 20 dias de reclusão por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no concurso do processo.

Já no caso de Monique, o Conselho de Sentença desclassificou a acusação de homicídio doloso, pois entendeu que houve negligência na conduta dela, reconhecendo o crime de homicídio culposo. À mãe de Henry, foi concedido perdão judicial pelo assassinato. Entretanto, ela foi condenada a 1 ano e quatro meses por omissão em relação à tortura sofrida pelo menino.

Durante a justificativa da pena do ex-vereador, a juíza Elizabeth Machado Louro fez duras críticas à conduta dele. Para ela, o padrasto de Henry demonstrou uma “personalidade insidiosa, perfeitamente apta ao engano e à dissimulação”.

A juíza também ressaltou a extrema vulnerabilidade de Henry, afirmando que o menino foi submetido a sofrimento físico e psicológico incompatível com sua idade.

Em relação ao perdão judicial de Monique, a juíza Elizabeth afirmou que ela foi submetida, nos últimos cinco anos, a uma reação social que classificou como desproporcional e marcada por questões de gênero.

Elizabeth declarou também: “Fosse o pai e não a mãe, na mesma situação, nem sequer teria sido ele processado”.

Nos primeiros oito dias de julgamento, foram ouvidos peritos, policiais, médicos, familiares e pessoas ligadas aos réus. Os interrogatórios de Jairinho e Monique aconteceram na última terça-feira (2).

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