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Brasil

Caso Master chega à Carbono Oculto: delator de Vorcaro e diretor do Genial são alvos de buscas

Organização lavou dinheiro do crime e comprou distribuidora de combustíveis
Gabriel Maymone -
Caso Master chega à Carbono Oculto: delator de Vorcaro e diretor do Genial são alvos de buscas
Agentes durante cumprimento de mandados da Operação Crédito Oculto. (Divulgação, Receita Federal)

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de deflagrou nesta quinta-feira (24) a terceira fase da Operação Carbono Oculto, com cumprimento de mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, , Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina e Espírito Santo.

Batizada de Crédito Oculto, a investigação apura como uma organização criminosa teria usado fintechs, fundos de investimento e empresas de fachada para esconder dinheiro ilícito e comprar a Tobras Distribuidora de Combustíveis, a Terrana, uma das maiores do país.

Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão em 29 endereços ligados a 13 pessoas físicas e 24 empresas. Entre os alvos, estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, executivo do Banco Genial, e os irmãos dele, André e Bruno. 

Também é alvo o empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, dono da Entre Investimentos. A Polícia Federal o aponta como operador financeiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Inclusive, Antônio Carlos assinou delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República) no caso Master.

Os supostos chefes da organização, Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, não são alvos de busca nesta fase.

Veja abaixo as cidades com mandados de busca e apreensão:

Como seria o esquema

Segundo o MPSP, o grupo primeiro escondeu os verdadeiros donos de uma usina sucroalcooleira do interior paulista já identificada na Carbono Oculto. 

Em seguida, usou a usina para comprar a distribuidora. “Em poucos minutos”, R$ 100 milhões teriam passado por contas de passagem em fintechs até chegar à usina. O dinheiro foi então colocado em um novo fundo e usado em uma operação simulada com um Certificado de Depósito Bancário, que abasteceu duas empresas de fachada da organização.

Parte dos recursos também comprou um fundo imobiliário, o que manteve imóveis sob controle do grupo, mas fora do nome dos investigados.

Para o MPSP, a investigação revela que operadores do mercado financeiro vendem serviços de lavagem a vários grupos criminosos. A empresa financeira usada na compra simulada da usina movimentou cerca de R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025.

O Banco Genial e a Entre Investimentos não se manifestaram. O espaço segue aberto para posicionamentos.

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(Revisão: Nichole Munaro)

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