A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulgou uma nota neste sábado (5), pedindo que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido na apuração de possível interferência em um relatório da Polícia Federal (PF). O documento cita a relação de Daniel Vorcaro com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e com o próprio PGR.
O pedido do relatório foi feito pelo ministro André Mendonça, também do STF. A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, que abriu uma apuração sobre possível interferência na realização do relatório.
“A ADPF requer que o Procurador-Geral da República se declare impedido e se abstenha de praticar atos, seja como fiscal da lei, seja como titular do controle externo, nos procedimentos relacionados aos fatos em que é citado; que o procedimento instaurado seja arquivado por ser via inadequada ao questionamento de ato do STF; e que os fatos que vieram à tona pela operação Compliance Zero sejam apurados em toda a sua extensão, sem seletividade quanto às autoridades envolvidas“, diz a nota.
Segundo a PGR, a PF terá que esclarecer, por exemplo, “quanto a possível ocorrência de orden ou interferência externa em sua elaboração”. A medida faz parte de um controle de externo da polícia, que é uma atribuição do Ministério Público Federal. A procuradoria alegou que não foi comunicada sobre a determinação de Mendonça.
Gonet respondeu determinação de Fachin para fornecer informações sobre o caso, que era relatado por Mendonça, e agora está sob comando do presidente do STF.
*Com informações do g1
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