A empresária e influencer Deolane Bezerra continuará presa, conforme decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. Além dela, outros cinco réus da Operação Vérnix também tiveram a prisão preventiva mantida por participação em suposto esquema de lavagem de dinheiro para o PCC.
No último dia 21 de agosto, Deolane completou três meses de prisão. A manutenção da ordem foi dada em reavaliação da preventiva obrigatória a cada 90 dias.
Conforme o juiz que proferiu a decisão, “a manutenção da prisão preventiva impõe-se como providência indeclinável e proporcional à gravidade concreta das condutas imputadas aos acusados”.
Deolane está presa preventivamente desde o dia 21 de maio de 2026, quando foi detida em Barueri (SP) durante a Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. Ela foi denunciada e tornou-se ré sob a acusação de praticar crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro para a facção PCC (Primeiro Comando da Capital).
Segundo as investigações, Deolane teria um papel central na estrutura financeira do grupo, utilizando suas contas bancárias e sua projeção pública para mascarar transações de altos valores oriundas de uma transportadora apontada como braço financeiro da facção.
A defesa de Deolane, conduzida pelo professor e criminalista Aury Lopes Jr., nega enfaticamente que ela tenha vínculos com o crime organizado e atividades empresariais ilícitas.
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