A Operação Jaguaretê-Oeste, deflagrada pelo Exército Brasileiro, por meio do CMO (Comando Militar do Oeste), já contabiliza cerca de R$ 66 milhões em prejuízo ao crime organizado. A ação, que começou em junho, reforça a fiscalização na faixa de fronteira não só de Mato Grosso do Sul, mas também do Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina, com foco no enfrentamento de crimes transfronteiriços.
Com uma agregação de mais de 600 militares, a atuação em uma extensão de 822 quilômetros de fronteira é realizada de forma integrada com outros órgãos federais e estaduais de segurança pública e fiscalização. Desse modo, são estabelecidos postos de bloqueio, controle e fiscalização de pessoas, veículos e embarcações.



A atividade conta com meios do Programa Estratégico Forças Blindadas, com o emprego de viaturas blindadas de transporte de pessoal Guarani. Para termos uma ideia, desde o início da operação até o presente momento, já se contabilizam cerca de R$ 66 milhões em prejuízo ao crime organizado com apreensão de diferentes tipos de drogas, armas de fogo, munições, veículos e cigarros contrabandeados.

Fiscalizações em Corumbá
Com as fiscalizações de forma ininterrupta, tanto terrestres quanto fluviais, o Jornal Midiamax, nesta quinta-feira (27), acompanhou de perto parte das fiscalizações no Rio Paraguai e também na BR-262, na região de Corumbá, a 429 km de Campo Grande.
Corumbá está localizado na região do Pantanal sul-mato-grossense e faz fronteira com a Bolívia, à beira do Rio Paraguai. Assim, o município é a última cidade brasileira antes do território boliviano, do qual é separado por fronteira seca.

Luciano Oliveira, morador da região, tirou a manhã para pescar no Rio Paraguai. A embarcação na qual ele estava com um amigo e o piloto foi abordada pelos militares durante a operação.
Para o pescador, fiscalizações como essas são importantes para garantir a segurança e a proteção de quem usa o canal de forma correta. “Estava pescando na região. É importante fazer a segurança da região; a gente se sente mais seguro andando aqui no Pantanal. É bom ter essas fiscalizações sempre”, disse Luciano Oliveira.


A iniciativa, que faz parte do cronograma de cooperação mútua entre a Força Terrestre e os órgãos de segurança pública e fiscalização que atuam na faixa de fronteira, segue até o dia 15 de setembro.




BR-262
A BR-262 é uma das rodovias mais importantes de Mato Grosso do Sul. Isso porque é responsável pela ligação da Bolívia ao Estado brasileiro. Assim, é muito comum a apreensão de entorpecentes, além de produtos oriundos de descaminho.
“Nessa posição aqui, o mais comum é identificarmos substâncias entorpecentes ou descaminho, que é a entrada de produtos que deveriam ser legalmente importados no território brasileiro. Temos o inicio ou término da BR-262”, explicou.

O general pontuou a importância da rodovia não só para o Mato Grosso do Sul, mas também para o Brasil. “É uma via muito importante; ela não somente liga a Bolívia ao estado brasileiro, mas, se nos prolongarmos a partir de Corumbá, liga todo o Brasil a partir dessa entrada na fronteira”, disse o general.
Durante a manhã, vários tipos de veículos, entre eles carros de passeio e ônibus, foram fiscalizados. Sendo que essa é justamente a missão da operação: fiscalizar todos que passam pela rodovia.
“A gente busca fiscalizar o máximo possível; queremos ter a convicção de que todos os veículos que passem por aqui tenham a plena condição de trafegar e não estejam levando nenhum tipo de substância proibida”, frisou.




💬 Receba notícias antes de todo mundo
Seja o primeiro a saber de tudo o que acontece nas cidades de Mato Grosso do Sul. São notícias em tempo real com informações detalhadas dos casos policiais, tempo em MS, trânsito, vagas de emprego e concursos, direitos do consumidor. Além disso, você fica por dentro das últimas novidades sobre política, transparência e escândalos.
📢 Participe da nossa comunidade no WhatsApp e acompanhe a cobertura jornalística mais completa e mais rápida de Mato Grosso do Sul.










