O Ibovespa mantém a tendência de queda na manhã desta terça-feira (27), em reação ao resultado da eleição presidencial e à falta de definições para a condução da economia no próximo mandato. Após encerrar a sessão de segunda-feira no menor patamar desde o final de agosto — registrando queda de 13,88%, aos 176.608 pontos —, o índice ensaiou uma recuperação na abertura, mas perdeu fôlego.
Por volta das 11h38, o indicador recuava 0,81%, aos 175.223 pontos. O volume financeiro na véspera somou R$ 88,6 bilhões, cifra muito superior à média diária do mercado, refletindo o forte ajuste das posições de investidores diante da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
Ausência de nomes e temores fiscais aceleram recuo
O movimento de retração no pregão reflete, no plano macroeconômico, duas frentes de incerteza: o impasse fiscal e a indefinição sobre a equipe econômica a partir de 2027. Diante da sinalização de manutenção dos gastos públicos, o mercado reduziu as apostas em cortes da taxa Selic no curto prazo.
Nesta manhã, o foco se voltou para a primeira manifestação pública do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre o REF (Relatório de Estabilidade Financeira). De acordo com o documento oficial do BC, embora o cenário de incerteza global e doméstica permaneça elevado, não há riscos iminentes para o sistema financeiro. O relatório também destaca que as recentes mudanças operacionais no crédito consignado privado ampliaram o acesso à modalidade.
No campo político-fiscal, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, sinalizou em entrevista ao Broadcast a intenção de propor alterações legislativas ou constitucionais, ainda este ano, para viabilizar o cumprimento do centro da meta fiscal. Analistas avaliam que, embora as declarações busquem conter a volatilidade, a ausência de medidas concretas limita a recuperação dos ativos.
*Com informações da Agência Estado.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)






