O MPPR (Ministério Público do Paraná), por meio da 6ª Promotoria de Justiça de Crimes Dolosos Contra a Vida de Curitiba, ofereceu denúncia criminal por tentativa de feminicídio para o homem que agrediu a recepcionista de um hotel ao tentar beijá-la e ser recusado pela vítima. A denúncia foi publicada no dia 16 deste mês, em nota oficial pelo órgão público.
O caso aconteceu no Hotel Ampiezza Curitiba, na capital paranaense no último dia 7 de março. O agressor de 24 anos era hóspede do local e foi preso em flagrante após a agressão contra a vítima, de 55 anos. A PM (Polícia Militar) tipificou o caso como tentativa de homicídio qualificado.
Os crimes denunciados são de feminicídio e estupro tentado que resultou em lesão grave, além de fraude processual, já que o homem desligou os fios das câmeras de segurança após as agressões. Também houve o agravamento com o uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O advogado da recepcionista havia dito ao UOL que iria solicitar a mudança na tipificação do crime.
Relembre o caso
No dia da agressão, a mulher estava na recepção quando o hóspede se aproximou e pediu um beijo, o qual ela negou. Diante da recusa, o hóspede pulou o balcão da recepção para agredir a recepcionista.
Logo, a mulher correu, conseguiu entrar em um banheiro de funcionários e fechou a porta. Ela foi perseguida pelo hóspede, que conseguiu abrir a porta e entrar no cômodo. A recepcionista foi agredida com vários golpes com uma saboneteira de porcelana, segundo explicou o advogado Jackson Bahls ao portal UOL.
Minutos depois da agressão, o hóspede saiu do banheiro e retornou para a recepção. A vítima saiu, tentou correr para outra área do hotel, mas voltou a ser perseguida. Ela foi novamente agredida com um golpe na cabeça.
Diante das agressões, a recepcionista sofreu ferimentos pelo corpo, hematomas no olho e fratura em um dos braços. A PM (Polícia Militar) foi acionada para o local, e o hóspede foi preso em flagrante por tentativa de homicídio qualificado.
Com a prisão, foi descoberto que ele é natural de Joinville (SC) e estava em Curitiba a trabalho. Ele passou por audiência de custódia, e a Justiça paranaense manteve a prisão.
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(Revisão: Nichole Munaro)









