O delegado Eduardo Menezes declarou que Igor Gustavo Veloso tentou esconder a morte do filho, de três anos, ao denunciar afogamento, em Palmas, no Tocantins, nesta quinta-feira (6). O menino morreu de hemorragia interna e apresentava diversas lesões no ânus e no intestino.
O pai e a madrasta da criança foram presos por suspeita de envolvimento na morte. Igor acionou a Polícia Civil na tarde de segunda-feira (3), um dia após a morte do menino. Para justificar a demora, o pai alegou que estava abalado emocionalmente.
O delegado do caso afirmou em coletiva que o suspeito afirmou que a criança morreu afogada para remover sua culpa.
“O crime se deu ainda na noite de domingo. O que eu imagino é que, depois da morte, ele ficou até as 16h30 do dia seguinte tentando construir uma versão, construir algum ambiente que pudesse justificar o afogamento, que pudesse, de alguma forma, tirar dele a responsabilidade sobre aquela morte”, disse.
O laudo do IML (Instituto Médico Legal) apontou que ele morreu por hemorragia interna decorrente de agressões. O delegado ressaltou que as lesões encontradas na região anal e intestinal apontam para “um contexto de violência extrema” e o uso de “um instrumento de meio de tortura”.
A madrasta da criança foi presa, mas o delegado explicou que não há evidências diretas de que ele tenha participado das agressões. No entanto, há indícios de omissão por parte dela.
*Com informações do UOL.
📍 Onde buscar ajuda em MS
Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.
Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.
☎️ Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.
As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.
Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.
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⚠️ Quando a Polícia Civil atua com negligência, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no Gacep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.
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(Revisão: Nichole Munaro)








